A FAO divulgou as suas previsões para o mercado mundial da carne de porco em 2025. Como habitualmente, segmentou-as em produção, comércio e consumo.

No que respeita à produção prevê-se um aumento de 0,1% em comparação com 2024, o que indica que os problemas sanitários em alguns países, nomeadamente europeus, se vão manter, impedindo um aumento mais expressivo da produção.

Na China continuará o fraco consumo interno e a baixa rentabilidade dos produtores que faz com o maior produtor mundial mantenha o seu efetivo estável.

Por outro lado, compensando a perda ou manutenção de efetivo na China e União Europeia, o Brasil, EUA e Rússia deverão aumentar efetivos, conciliando o bom preço dos porcos à forte procura interna e também externa.

Já no capítulo do comércio internacional, prevê-se que as vendas da UE ao exterior se mantenham fracas, juntando-se os EUA (pela subida de preços e tarifas comerciais) e o Canadá que também tem perdido competitividade. No sentido inverso segue o Brasil com preços competitivos e uma dinâmica comercial favorável, nomeadamente na relação com o México e China.

Para a UE a animosidade entre Trump e Xi poderia abrir uma nova vaga de exportação, mas a fraca procura chinesa deverá manter-se até ao final do ano.


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