A poucas semanas da 28.ª edição da Feira Frutos 2025, que irá decorrer entre os dias 27 e 31 de agosto, no Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. Vítor Marques, Presidente da Câmara Municipal, partilha a sua visão para aquele que é um dos maiores eventos nacionais dedicados à hortofruticultura.

Em entrevista, Vítor Marques sublinha que o objetivo, “é continuar a afirmar a Frutos como uma feira sólida, ligada ao território e fiel à sua missão de valorização do setor hortofrutícola”.
A Feira Frutos chega à sua 28.ª edição em 2025. Que balanço fazem da organização deste percurso iniciado em 1978?
A Feira dos Frutos é um evento com raízes profundas na história agrícola da região e do país. Desde a sua fundação, afirmou-se como um certame de referência no setor hortofrutícola, tendo evoluído ao longo dos anos para responder aos contextos sociais e económicos de cada época. Após uma interrupção de alguns anos, regressou com novo fôlego, reforçando o papel das Caldas da Rainha enquanto território produtor, promotor e agregador de conhecimento, tradição e excelência agrícola. O balanço é amplamente positivo, consolidando-se como um evento de grande adesão popular e relevância regional.
O que representa para o Município das Caldas da Rainha continuar a acolher este evento no Parque D. Carlos I?
O Parque D. Carlos I oferece um enquadramento privilegiado: é um espaço nobre, arborizado e central, com grande valor patrimonial e afetivo para os caldenses. A presença da feira neste local reforça o papel do centro histórico como ponto de encontro entre o urbano e o rural, aproximando a produção hortofrutícola dos consumidores e visitantes, num ambiente que convida à descoberta e ao convívio.
O que representa para o Município das Caldas da Rainha continuar a acolher este evento no Parque D. Carlos I?
O Parque D. Carlos I oferece um enquadramento privilegiado: é um espaço nobre, arborizado e central, com grande valor patrimonial e afetivo para os caldenses. A presença da feira neste local reforça o papel do centro histórico como ponto de encontro entre o urbano e o rural, aproximando a produção hortofrutícola dos consumidores e visitantes, num ambiente que convida à descoberta e ao convívio.
Quais são os principais desafios logísticos e operacionais na organização de um evento desta dimensão?
Organizar a Frutos implica uma operação logística exigente: a instalação de infraestruturas temporárias num espaço classificado, a articulação entre múltiplos serviços, a gestão de acessos e a resposta às necessidades dos expositores e do público. A preservação do parque, a garantia de segurança e a manutenção da qualidade da experiência são aspetos prioritários e constantemente monitorizados.
A Feira Frutos tem como objetivo reforçar a competitividade do setor agrícola. De que forma este evento contribui concretamente para esse objetivo?
A Frutos contribui para a visibilidade dos produtores e para a valorização da produção hortofrutícola, em particular, da região Oeste. É um espaço de promoção e venda direta, mas também de contacto com o público, permitindo criar proximidade e reconhecimento para os produtos agrícolas. As entidades presentes podem igualmente divulgar boas práticas, novos produtos ou projetos em curso.
Que tipo de produtores e empresas estarão representados este ano? Há alguma região ou segmento que se destaque?
A edição de 2025 contará, como habitualmente, com produtores da região Oeste — em especial dos concelhos com forte tradição hortofrutícola. Marcarão também presença empresas de transformação alimentar, produtores artesanais e agentes ligados ao comércio de plantas, maquinaria, produtos de apoio à agricultura, bem como outras áreas de negócio.
Quais são os critérios para seleção dos expositores participantes?
A seleção procura assegurar a representatividade do setor hortofrutícola, com prioridade para produtores e empresas com ligação direta ao território e à produção agrícola. A diversidade de oferta, a autenticidade dos produtos e a qualidade da apresentação são também fatores considerados. Procuramos sempre equilibrar a dimensão comercial com a componente de promoção do mundo rural.
Em 2025, quais são as principais novidades tecnológicas ou práticas sustentáveis que o público poderá conhecer na feira?
Na Frutos estarão presentes alguns produtores e empresas que integram práticas mais sustentáveis — seja no uso de materiais recicláveis, no aproveitamento de excedentes ou na aposta em modos de produção mais conscientes. A inovação está presente refletindo as realidades do setor, mas o foco principal continua a ser a valorização dos produtos, das tradições e do contacto direto com quem produz.
Há algum destaque para agricultura biológica ou novas tendências no setor hortofrutícola?
Existem participantes que praticam agricultura biológica e a sua presença é valorizada enquanto expressão de um segmento em crescimento. A feira mantém-se focada em dar palco ao que de melhor se faz na agricultura tradicional e local, com algumas incursões por outras práticas.
Qual tem sido o impacto da feira no turismo local e na dinamização da economia da região?
A Frutos é um motor claro de dinamização económica. Em cinco dias, atrai milhares de visitantes à cidade, com impacto direto na restauração, hotelaria e comércio local. É também uma montra privilegiada para o que de melhor se produz na região Oeste, reforçando a atratividade do território como destino rural e gastronómico.
Que tipo de público é esperado na edição deste ano? Há uma aposta em atrair também públicos mais jovens ou internacionais?
A feira atrai, maioritariamente, público familiar e regional, incluindo turistas que visitam o Oeste nesta altura do ano. Ainda que a comunicação seja generalista e voltada para a comunidade local, a feira tem vindo a conquistar um público mais alargado, fruto da sua oferta diversificada. Trabalhamos para manter esse equilíbrio entre tradição e abertura a novos públicos.
Qual a expetativa em termos de número de visitantes e volume de negócios gerado?
Esperamos um fluxo de visitantes semelhante ao de anos anteriores, com várias dezenas de milhares de entradas ao longo dos cinco dias. Em termos económicos, a feira permite escoar produtos, gerar contactos comerciais e reforçar cadeias curtas de comercialização, beneficiando tanto os produtores como o comércio e os serviços da cidade.
Qual é o papel das entidades parceiras locais e dos media partners — como a Revista Voz do Campo — na divulgação e dinamização da feira?
As parcerias locais são cruciais para garantir representatividade e envolvimento da comunidade. Os media partners especializados, como a Voz do Campo, têm um papel determinante na valorização técnica e profissional da feira, contribuindo para a sua credibilização e divulgação junto de públicos estratégicos.
A feira é também uma oportunidade para contacto entre profissionais do setor. Que iniciativas estão previstas nesse sentido?
A feira favorece naturalmente o encontro entre produtores, técnicos, empresas e entidades do setor, através da convivência no certame e da partilha de experiências. Embora não estejam previstas atividades formais dedicadas a esse efeito, este ambiente de proximidade e visibilidade tem permitido o reforço de relações e até o surgimento de parcerias entre os agentes presentes.
Que visão tem a organização para o futuro da Feira Frutos? Há planos de expansão ou aposta em novos formatos?
O objetivo é continuar a afirmar a Frutos como uma feira sólida, ligada ao território e fiel à sua missão de valorização do setor hortofrutícola. A evolução será feita de forma sustentada, tendo em conta os recursos disponíveis, a vocação do certame e as necessidades dos expositores e visitantes. A ampliação da oferta cultural e gastronómica poderá ser uma das áreas de crescimento natural.
Como se pretende manter a feira relevante e atrativa nos próximos anos, especialmente num setor em constante transformação?
A relevância da Frutos manter-se-á através da sua autenticidade e ligação ao mundo rural. Continuaremos a ouvir os produtores, a ajustar o modelo à realidade do setor e a criar um ambiente acolhedor, onde o produto agrícola é o protagonista. A aposta na qualidade da organização e na valorização da experiência do visitante será o caminho para garantir que a feira continue a ser uma referência no calendário nacional.
A Revista Voz do Campo é media partner oficial da Feira Frutos 2025, e irá levar até aos seus leitores a cobertura do evento que é uma referência da hortofruticultura nacional!
A entrada no recinto da feira é livre, mas os concertos exigem bilhete. O ingresso diário custa 6€, enquanto o passe geral está disponível por 20€ até 7 de agosto, passando para 22€ após essa data. Os bilhetes podem ser adquiridos online.
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