O InnovPlantProtect (INPP), centro de investigação sem fins lucrativos que integra empresas e universidades, aproveitou a oitava edição do Congresso Nacional do Azeite para divulgar o seu trabalho, representado pelo seu diretor executivo, António Saraiva.

António Saraiva, diretor executivo do InnovPlantProtect (INPP), marcou presença na oitava edição do Congresso Nacional do Azeite 

“Estamos em Elvas e podemos prestar serviços à olivicultura nacional, já o fazemos e queremos continuar”, afirma.

António Saraiva destaca que a oliveira é a cultura mais representativa do mediterrâneo, mas enfrenta vários desafios fitossanitários: “As alterações climáticas e as pragas emergentes complicam ainda mais a situação”. Por isso, o INPP quer ouvir os produtores para “pôr os nossos investigadores a trabalhar em soluções seguras, que sejam amigas do ambiente e dos agricultores”.

O InnovPlantProtect procura agentes – como substâncias ativas e microrganismos – para controlar doenças e também para desenvolver bioestimulantes. Além disso, aposta em tecnologias digitais que ajudam os produtores a detetar precocemente doenças, aumentando a eficácia da intervenção.

O diretor executivo do INPP alerta para a escassez crescente de soluções fitossanitárias: “Muitas ferramentas desaparecem e não chegam substitutas novas. Queremos encher essa caixa de ferramentas dos agricultores (…) procurando e desenvolvendo novas soluções, que depois disponibilizamos a empresas interessadas em realizar acordos comerciais connosco para as comercializar e fazer chegar aos agricultores”.

O INPP mantém uma postura aberta: “Estamos aqui para ouvir os problemas do setor e encontrar soluções em conjunto, não sozinhos”. O centro disponibiliza-se para colaborar com agricultores individuais, associações e empresas. “Temos 32 investigadores dedicados a trabalhar com o setor para responder às suas necessidades”, sustenta.

O trabalho do investigador pode demorar cerca de 10 anos na procura de uma solução

António Saraiva realça ainda que o processo de levar uma descoberta até ao agricultor pode demorar cerca de 10 anos, sendo essencial começar a trabalhar o quanto antes.

António Saraiva sublinha a importância de uma transição equilibrada para não desmotivar os produtores: “Quando se fecha uma porta, têm de se encontrar alternativas. Tem de haver tolerância e tempo para a adaptação”. E alerta: “Se os agricultores perderem o interesse, não voltam mais, e aí perdemos economia, ambiente, pessoas e territórios”.

→ Leia a reportagem completa do Congresso Nacional do Azeite 2025, na Revista Voz do Campo  edição de julho 2025, disponível no formato impresso e digital.

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