Na oitava edição do Congresso Nacional do Azeite, Eládio Petro Gonçalves, COO (Chief Operations Officer) da Caja Rural Del Sur em Portugal, sublinhou o papel ativo da banca no apoio ao financiamento de projetos agrícolas, destacando em particular a valorização de práticas alinhadas com os critérios ESG.

Eládio Petro Gonçalves, COO da Caja Rural Del Sur em Portugal

“As perguntas que me foram dirigidas, ou que a plateia acabou por questionar, são como é que a banca está a premiar, de alguma maneira, quem cumpre os relatórios ESG”, começou por referir à nossa reportagem. E adiantou: “Aquilo que nós estamos a fazer, pelo menos internamente, é bonificar taxas ou comissões a quem cumpre as métricas ESG, e toma a iniciativa de ter já este tipo de preocupações, mesmo numa altura em que não existe obrigatoriedade de o fazer”.

A preocupação manifesta-se não só em práticas ambientais, mas também em aspetos de governance e impacto social. “Já estão a apresentar de forma proativa os seus relatórios de certificação, e nós de alguma maneira decidimos internamente premiar as empresas que têm essa preocupação com a sociedade”.

“Nós gostamos de estar no terreno, não gostamos de estar sentados na secretária à espera de que o agricultor venha ter connosco. Nós vamos ao terreno falar com o agricultor, visitar os campos. Inclusivamente os nossos analistas de risco têm conhecimento do setor agro, e mesmo os analistas de risco vão ao terreno visitar as explorações”, refere Eládio Petro Gonçalves.

Sobre a realidade portuguesa, o COO da Caja Rural Del Sur em Portugal sublinha a importância dos olivicultores no arranque da operação da entidade no país: “Os olivicultores em Portugal têm uma quota muito interessante, até porque o nosso projeto em Portugal começou precisamente com projetos agrícolas, no setor do olival”.

Hoje, a atuação da Caja Rural Del Sur em Portugal já conta com uma carteira de financiamento relevante: “Temos perto de 65 milhões de financiamento atribuídos a projetos e a agricultores e empresas agrícolas”.

Quanto aos tipos de projetos financiados, Eládio Pedro Gonçalves destaca o “olival intensivo, superintensivo, projetos de olival tradicional (…) também já temos alguns em carteira, temos um bocadinho de tudo”.

O objetivo a longo prazo é claro para Eládio Petro Gonçalves: “O céu é o limite. A nossa intenção é poder replicar o modelo que temos em Espanha na totalidade em Portugal”.

 

→ Leia a reportagem completa do Congresso Nacional do Azeite 2025, na Revista Voz do Campo  edição de julho 2025, disponível no formato impresso e digital.

Conteúdo relacionado: