Três países europeus foram responsáveis, juntos, por 55% da colheita total da União Europeia no ano passado, segundo dados do Eurostat.

Portugal foi, em 2024, o terceiro país com maior produção de tomate na União Europeia (UE), ficando atrás apenas de Itália e Espanha, divulgou nesta segunda-feira o gabinete estatístico comunitário, o Eurostat.

Dados publicados pelo Eurostat no mesmo dia, relativos às colheitas de 2024, revelam que Portugal foi o terceiro maior produtor de tomate, com 1,7 milhões de toneladas, ficando atrás de Itália (seis milhões de toneladas) e Espanha (4,5 milhões de toneladas).

Ao todo, no ano passado, a UE colheu 62,2 milhões de toneladas de vegetais frescos (incluindo melões), o que representa um aumento de 6% em relação às 58,8 milhões de toneladas registadas em 2023.

De acordo com o Eurostat, Espanha (14,8 milhões de toneladas), Itália (13,9 milhões de toneladas) e França (5,8 milhões de toneladas) foram os principais produtores de vegetais frescos na UE, representando, em conjunto, 55% da colheita total.

Por tipo de vegetais, ainda em 2024, a produção na UE aumentou face a 2023: a colheita de tomate foi 5% superior, atingindo 16,8 milhões de toneladas; a de cenoura subiu 6%, totalizando 4,7 milhões de toneladas; e a de cebola cresceu 11%, com 7,0 milhões de toneladas colhidas.

Entre os países da UE, Itália destacou-se como o maior produtor de tomate em 2024, representando 36% da colheita total do bloco, seguida por Espanha (27%) e Portugal (10%).

Por outro lado, a produção de frutas, bagas e frutos secos na UE (excluindo citrinos, uvas e morangos) atingiu 24,3 milhões de toneladas em 2024, valor 2% inferior ao registado em 2023. Os principais produtores deste grupo de culturas foram Itália (5,4 milhões de toneladas), Espanha (4,3 milhões de toneladas) e Polónia (4,1 milhões de toneladas), que, em conjunto, representaram 57% da produção da UE.


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