A Revista Voz do Campo falou com Filipe Carvalho, diretor comercial da startup Tree Flower Solutions, que nos explica que a empresa, sediada em Bragança, nasceu da investigação do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que estudou várias espécies vegetais da região de Trás-os-Montes e descobriu características únicas na flor do castanheiro: “um poderoso antioxidante e também com capacidade antibacteriana”.

“Estamos a promover a economia circular da região porque a flor macho, que cai no solo após a polinização, não tinha qualquer aproveitamento e agora pagamos aos agricultores para a recolherem, sem afetar o ciclo vegetativo da árvore”, conta.
Este tanino é usado nas fases tradicionais da vinificação — pré-fermentação, fase malolática e antes do engarrafamento — onde protege o vinho de forma natural, evitando os efeitos agressivos dos sulfitos. Testes realizados em Portugal, Espanha, França e Itália confirmaram que o vinho tratado com Chestwine apresenta uma cor mais viva e aromas mais destacados. Apesar da comercialização ter intensificado no ano passado, já conseguiram “estar presentes em quase todas as regiões vitivinícolas portuguesas e em várias regiões internacionais, com produtores a engarrafar vinhos da colheita 2024 com este produto”. Filipe Carvalho destaca a emergência de uma nova categoria de vinhos “sem adição de sulfitos”, que responde à procura de consumidores mais jovens por produtos “mais sustentáveis e saudáveis”.
Questionado sobre o desenvolvimento de novos produtos, Filipe Carvalho sustenta que a empresa está a desenvolver “outros produtos naturais, alguns também baseados em subprodutos do castanheiro”, reforçando o compromisso com a inovação biotecnológica.
→ Leia a reportagem completa na Revista Voz do Campo – edição de agosto/setembro 2025, disponível no formato impresso e digital.


