No âmbito do evento: “JUDIA com Futuro V”, Andreia Afonso, CEO da Deifil, destacou os desafios crescentes que ameaçam a cultura do castanheiro e sublinhou o papel decisivo da biotecnologia na preservação e valorização deste recurso emblemático do interior do país.

Andreia Afonso, CEO da Deifil

A cultura do castanheiro enfrenta um cenário de forte pressão. “Temos pragas e doenças já bem conhecidas, mas as alterações climáticas vieram agravar o problema”, sublinha a CEO da Deifil, empresa de biotecnologia. Para Andreia Afonso, está em causa não apenas a sustentabilidade ambiental, mas também a económica e social, “porque muitas comunidades do interior vivem da castanha”.

“Retiramos do solo para devolver ao solo”

Nos últimos anos, a Deifil tem apostado em porta-enxertos mais resistentes e no estudo da microbiologia do solo. “As micorrizas e outros micro-organismos funcionam como fábricas vivas, que ajudam a planta a resistir melhor a doenças, pragas e à falta de água”, explica. Essa abordagem, baseada em bioestimulantes de origem natural, alia ciência e economia circular: “Retiramos do solo para devolver ao solo”.

Esperança para os produtores

Apesar das dificuldades, Andreia Afonso transmite confiança ao setor: “Não há soluções únicas, mas boas plantas, práticas agrícolas adequadas e inovação biotecnológica podem ser parte da resposta”. Mesmo em cenários dramáticos, como os incêndios recentes em Trancoso, há sinais de resiliência: “Vemos muitos castanheiros jovens a recuperar porque já estavam inoculados com micorrizas. É nesses momentos que a natureza mostra o seu valor”.→ Leia este e outros testemunhos, na reportagem da JUDIA com Futuro V, na Revista Voz do Campo  edição de outubro 2025, disponível no formato impresso e digital.

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Outubro 2025

 

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