Jorge Rita desagradado com República por não garantir ajudas complementares ao POSEI em 2026.

Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola dos Açores acaba de reagir às declarações do Ministro da Agricultura que disse ontem no parlamento que que o Orçamento do Estado para 2026, não dispõe de verba para ajudas complementares ao POSEI.
Jorge Rita, Presidente da Federação Agrícola dos Açores

“Alguém deve estar a mentir e a política séria não se faz a mentir, muito menos àqueles que trabalham diariamente com muito sacrifício, com muita dedicação e com muita paixão, que é o sector agrícola” – afirmou Jorge Rita ao Jornal das 13, da Antena 1 Açores.

O presidente da Federação Agrícola dos Açores avisa que “o sector agrícola não deve ser enganado, nem por ministros nem por secretários nem por presidentes” e exige “que se reponha a verdade dessa situação. E os rateios, independentemente de serem pagos ou não pelo governo da república, têm de estar assegurados pelo Plano da Região, conforme está no acordo de parceria, com essa clausula e com essa obrigação”, vincou.
“Para os agricultores, essa situação não será um problema porque os agricultores vão continuar a receber os rateios no mínimo até 2028. O governo regional que se desenrasque em relação a essa matéria, como se tem desenrascado em outras matérias, de forma até muito proativa em algumas soluções, mas que para os agricultores arrastam-se muitas vezes. É uma situação muito incomodativa para o governo dos Açores”, considerou Jorge Rita.
Também ontem no parlamento nacional, o Ministro da Agricultura acusou o anterior governo socialista de ter desviado dos Açores para o continente, as ajudas excecionais europeias para compensar os agricultores açorianos, pelos custos de produção devido à guerra na Ucrânia. Jorge Rita adverte que há um compromisso que deve ser respeitado: “O primeiro-ministro atual, o ministro da agricultura atual e o presidente do governo regional atual, comprometeram-se connosco, dizendo que essa situação estava salvaguardada. E deve estar hoje. Também começo a desconfiar que essas verbas poderão ter sido transferidas para outros sectores de atividade da Região. Não tenho a certeza, mas começo a ter dúvidas”.

Jorge Rita diz que vai pedir explicações ao governo regional e adianta que perante estas situações o parecer da Federação Agrícola dos Açores ao Plano e Orçamento da Região para 2026, pode ser negativo. “Andamos a transmitir uma situação na discussão do Plano ao qual ainda não dei parecer final, estava à espera da proposta. vamos dá-lo esta semana, e tudo se encaminha para que seja um parecer negativo”, advertiu.

Fonte: Federação Agrícola dos Açores