Luís Sá Souto, vice-presidente da Associação Portuguesa de Enoturismo – APENO
“Os dados que temos do INE e da ViniPortugal apontam para uma diminuição do consumo, nomeadamente no setor dos jovens. O enoturismo, na nossa opinião, será uma alternativa e uma solução (…).
O enoturismo é o turismo motivado pelo consumo de vinho. Isto quer dizer que há muitas marcas e muitas garrafas nas prateleiras, mas o enoturismo é uma experiência no consumo de vinho. E é esta experiência que nós queremos transportar para os mais jovens e para o público em geral.
Ou seja, cada vez mais há fatores que diferenciam a escolha, e o enoturismo será um desses fatores diferenciais. Estamos a falar de experiência, de beber com moderação e de diferenciação.
Portugal tem atualmente 1.200 produtores inscritos no IVV, dos quais 500 praticam atividades de enoturismo. Somos o segundo país mundial em fluxo de enoturismo, apenas atrás da Itália. Estamos a falar de um fluxo na ordem dos três milhões (…).
O setor do enoturismo mundial está a crescer a ritmos fortíssimos, apontando para 2030 uma faturação de cerca de 30 mil milhões de euros. Na nossa opinião, o enoturismo será uma alternativa para o setor do vinho ter uma alavancagem (…)”.
Extrato de uma entrevista concedida à Voz do Campo. Mais desenvolvimento na próxima edição de dezembro. Não perca!


