A Confraria Gastronómica do Figo e da Figueira-da-Índia, sediada em Serpa mas com confrades espalhados por todo o país, tem como missão divulgar e valorizar esta planta milenar que, apesar de estar presente no território português há séculos, apenas recentemente começou a ser cultivada com fins comerciais.

“A figueira-da-Índia já existe em Portugal e na região Mediterrânea há mais de 500 anos, mas não era cultivada enquanto fruta para consumo humano. A partir de 2010 começámos a plantar em pomar e a comercializar o fruto”, explica Nelson Ventura, presidente da Confraria, em entrevista à Revista Voz do Campo.

Da fruta esquecida ao palco da gastronomia

Durante gerações, o figo-da-Índia foi subvalorizado. Muitos associavam-no a “comida de animais” ou a fruto apanhado na beira da estrada, sem valor de mercado. Para contrariar essa perceção, a Confraria tem dinamizado ações de divulgação em feiras, escolas, universidades e até programas de televisão. “Sentimos que havia desconhecimento e desvalorização. Uns porque não conheciam a fruta, outros porque sempre foi vista como algo sem importância. Criámos a Confraria precisamente para mostrar o valor da figueira-da-Índia”, sublinha o dirigente.

A aposta não se limita à fruta em fresco. A Confraria tem mos- trado ao público a diversidade de produtos derivados: doces, compotas, licores, aguardente, cerveja, sumos, picles feitos da palma e até cosmética a partir do óleo das sementes – um produto de alto valor, comparável ao óleo de argão.

Mais de 2 mil hectares de figueira-da-Índia plantados em Portugal

Atualmente, Portugal conta com cerca de 200 produtores e mais de 2 mil hectares de figueira-da-Índia plantados. Apesar disso, a maior parte da produção destina-se à exportação, sobretudo para Espanha, França, Holanda e Alemanha.

“Em Portugal ainda há muito desconhecimento. Aqui o consumidor olha mais para o preço do que para o modo de produção. No Norte da Europa, o facto de ser um fruto biológico é altamente valorizado, e é para esses mercados que vai praticamente toda a nossa produção”, revela o nosso entrevistado (…).

→ Leia a entrevista completa, na Revista Voz do Campo  edição de novembro 2025, disponível no formato impresso e digital.

 


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