No dia 18 de setembro realizou-se no Campo do Bico da Barca, Montemor-o-Velho, mais um Dia Aberto dedicado às culturas do arroz e do milho, com o objetivo de apresentar experimentações e inovações desenvolvidas naquela Unidade Experimental. O evento permitiu mostrar avanços científicos e tecnológicos, além de promover a transferência de conhecimento para agricultores e agentes económicos.

O vice-presidente da CCDR Centro, Vasco Estrela, deu início à sessão com as boas-vindas aos participantes e sublinhou a importância histórica da iniciativa. Segundo Vasco Estrela, há 25 anos que este Dia Aberto é uma oportunidade para potenciar as culturas mais relevantes do Baixo Mondego – o arroz e o milho. “Vão ser aqui hoje demonstrados exemplos de experimentação que foram feitos ao longo dos últimos tempos neste Pólo de Experimentação, e aquilo que se pretende é contribuir para a otimização destes produtos da região”, afirma.

Vasco Estrela destaca ainda a colaboração com o INIAV e COTArroz, que permitiu avanços significativos na melhoria genética do arroz, culminando na criação da variedade Caravela.

Vasco Estrela, vice-presidente da CCDR Centro (ao centro) sublinhou a importância histórica da iniciativa

“Com estas entidades foi possível fazer um melhoramento genético no arroz que produziu aquilo que é uma realidade – a variedade Caravela, e que deve ser um orgulho para esta região”, refere. Para Vasco Estrela, a inovação e o trabalho em rede são fundamentais para aumentar a produção e o rendimento do agricultor, contribuindo para o desenvolvimento regional e nacional.

Culturas de cobertura ganham destaque pela melhoria do solo

António Jordão, técnico superior na CCDR Centro e responsável pelos ensaios do Campo do Bico da Barca, conduziu os trabalhos do Dia Aberto

António Jordão, técnico superior na CCDR Centro e responsável pelos ensaios do Campo do Bico da Barca, explica à nossa reportagem que o Dia Aberto é uma oportunidade para mostrar os trabalhos realizados e interagir com os visitantes. “Tem o envolvimento quer dos técnicos, quer de todo o pessoal da CCDR Centro, assistentes técnicos, operacionais, mas também das empresas e parceiros que têm um papel fundamental no desenvolvimento destes trabalhos”, realça António Jordão.

Entre as novidades apresentadas destacaram-se as culturas de cobertura ou revestimento, que têm vindo a ganhar importância pela capacidade de melhorar a fauna, a flora e a estrutura do solo, além de contribuir para a fixação de azoto atmosférico e aumentar a matéria orgânica. Estas práticas visam criar melhores condições para as culturas principais, permitindo que estas atinjam todo o seu potencial produtivo.

Variedade Caravela e o desafio de aumentar a produtividade

Outra área de foco foram os trabalhos com a variedade Caravela, que no ano anterior apresentou problemas como acama, e trincas nos grãos, afetando a produtividade e o rendimento dos agricultores. “O agricultor acaba por ser penalizado por- que tem menos grãos inteiros para entregar à indústria, mas estamos a desenvolver trabalhos com vários parceiros para minimizar esses aspetos menos positivos”, argumenta António Jordão (…).

→ Leia este e outros artigos completos, na Revista Voz do Campo  edição de novembro 2025, disponível no formato impresso e digital.

 

Veja os principais momentos na vídeo-reportagem:

 


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