A região do Algarve (Silves) acolheu no passado mês de outubro, três eventos chave da política agrícola e do desenvolvimento rural – o Comité de Acompanhamento do PEPAC no Continente, o Exame Anual e a Comissão de Acompanhamento do PDR2020.

Nestes eventos promovidos pela AG PEPAC, estiveram presentes representantes da Comissão Europeia, das organizações de agricultores e produtores florestais, das CCDR, do Organismo Pagador (IFAP, I.P.), da Autoridade de Gestão do PEPAC Portugal (GPP) e demais entidades da administração pública. O Comité de Acompanhamento do PDR2020 teve um significado especial e marcante, por ser o último, após 11 anos de vigência de um instrumento financeiro que atravessou um ciclo de mais de uma década de apoio ao investimento à agricultura e floresta do nosso país e que agora termina com integral absorção das verbas que lhe foram alocadas.

Notável desenvolvimento e transformação ao nível do Agroalimentar Algarvio

Foi uma oportunidade para o Algarve dar a conhecer o desenvolvimento e transformações notáveis a que tem assistido na última década ao nível do Agroalimentar. A mais pequena das 5 regiões plano, que em apenas 2,5% do território gerou em 2023 um impacto total de 811 M€ no VAB nacional, 52% retidos na região, e 30.936 postos de trabalho (ETC), tendo também contribuído significativamente para a receita fiscal, que atingiu 389 M€. Uma agricultura algarvia diversificada, onde avultam os hortofrutícolas de regadio, capitaneados pelos citrinos e sua IGP (Indicação Geográfica Protegida), mas também pequenos frutos, vermelhos e subtropicais, a alfarrobeira, os viveiros e plantas ornamentais, a vinha e o vinho, entre vários outros exemplos de sucesso. Um setor que abastece o mercado interno, mas que cada vez mais é um importante ator para a redução do défice em valor da balança comercial do agroalimentar, através da exportação, fruto da adesão a exigentes certificações ao nível da qualidade, responsabilidade social e eficiência no uso dos recursos, como a água.

Modernização gera ganhos de eficiência

Um setor que se soube modernizar para aumentar a sua competitividade, num mercado cada vez mais concorrencial e globalizado, que investe em tecnologia de ponta, nomeadamente rega de precisão, com ganhos significativos de eficiência quer ao nível das explorações quer no regadio público coletivo, de que é exemplo o investimento superior a 13 milhões de euros nas obras que se iniciaram recentemente da 1a fase de modernização do Aproveitamento Hidroagrícola do Alvor (barragem de Bravura).

→ Leia este e outros artigos, na Revista Voz do Campo  edição de novembro 2025, disponível no formato impresso e digital.

Autoria: Pedro Valadas Monteiro, CCDR – Algarve

 


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