No dia 26 de novembro a Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça (CAOM) abriu as portas para celebrar a segunda edição do evento: “A Árvore do Ouro Líquido”, assinalando as comemorações nacionais do Dia Mundial da Oliveira. A iniciativa foi o pretexto para uma conversa com Francisco Vilela, presidente do Conselho de Administração da CAOM.

O que é aos dias de hoje a CAOM?
A CAOM é uma das entidades olivícolas mais antigas e emblemáticas de Trás-os-Montes, com uma ligação histórica profunda ao território e à produção de azeite de elevada qualidade. Desde a sua fundação em 1956, tem desempenhado um papel determinante na organização da fileira olivícola local, na transformação e valorização da azeitona proveniente exclusivamente do concelho de Murça, preservando o olival tradicional e promovendo práticas agrícolas sustentáveis. Ao longo das últimas décadas, a CAOM tem assumido uma estratégia contínua de inovação, investimento tecnológico e qualificação dos seus produtos, projetando Murça para o panorama nacional e internacional do Azeite Virgem Extra de qualidade.

Quantos associados fazem parte do universo da Cooperativa e qual o perfil do mesmo?
A Cooperativa conta com cerca de 1000 associados, dos quais aproximadamente 96% produzem menos de 10 toneladas de azeitona por campanha, o que significa que o universo da CAOM é essencialmente composto por pequenos agricultores, maioritariamente proprietários de pequenas explorações familiares e com práticas agrícolas tradicionais. Toda a produção entregue no lagar é proveniente do concelho de Murça, facto que reforça a autenticidade territorial, a singularidade e a rastreabilidade dos azeites produzidos.

Quais as variedades eleitas e porquê?
A variedade mais emblemática é a Cordovil de Trás-os-Montes, aquela que mais contribui para o perfil aromático e para a robustez característica dos Azeites Porca de Murça. Apesar de ser uma variedade de enorme valor sensorial, enfrenta desafios significativos: tem fraca capacidade de propagação vegetativa, é difícil de multiplicar e, por isso, pouco atrativa para viveiristas. A complementar este perfil juntam-se a Cobrançosa, também com expressão relevante, contribuindo para a sua intensidade e frescura e em menor quantidade a Verdeal e a Madural, que completam o mosaico varietal tradicional de Murça e que acrescentam diversidade e complexidade ao conjunto (…).

Extrato de uma entrevista concedida à Voz do Campo. Não perca a reportagem completa na edição de dezembro.

Veja os destaques principais na vídeo-reportagem:

 


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