A OPINIÃO DE MÉDICOS VETERINÁRIOS E PRODUTORES.
Passado um ano desde o lançamento da sua vacina multivalente dirigida para o controlo dos principais vírus respiratórios e reprodutivos em bovinos, a HIPRA Portugal foi ouvir o testemunho de veterinários e produtores que a adotaram nos seus protocolos de prevenção.
A nova vacina multivalente da HIPRA agrega, num único plano, a proteção respiratória e reprodutiva, ao mesmo tempo que simplifica a vigilância de IBR e BVD ao nível da exploração. Permite simplificar o plano vacinal e a monitorização sanitária, sem abdicar da amplitude de proteção que o efetivo precisa. Ao reunir o vírus IBR (vivo marcado), BVDV-1 e BVDV-2 (proteínas recombinantes), BRSV (vivo) e PI-3 (parainfluenza-3; inativado) numa vacina pentavalente e triplamente marcada (DIVA), torna-se uma ferramenta prática para prevenir, controlar e monitorizar as principais doenças virais respiratórias e reprodutivas dos bovinos. É também a primeira vacina triplamente marcada (DIVA) para IBR, BVDV-1 e BVDV-2, permitindo distinguir animais infetados por vírus de campo dos animais vacinados, o que facilita o controlo, a vigilância e os programas de erradicação.
Qual é o extra que esta vacina aporta que transforma o convencional em extraordinário?
– Amplitude de proteção, numa só vacina: cobre cinco agentes relevantes na saúde respiratória e reprodutiva do efetivo (IBR, BVDV-1, BVDV-2, BRSV e PI-3).
– Tecnologia combinada: integra vírus vivos (IBR e BRSV), vírus inativados (PI3) e proteínas recombinantes (BVDV-1 e BVDV-2), associando vantagens típicas das vacinas vivas, inativadas e de proteínas recombinantes.
– Marcações DIVA (IBR, BVDV-1 e BVDV-2): permitem monitorização sanitária objetiva, apoio à tomada de decisão e demonstração de estatuto sanitário em auditorias, programas de controlo e erradicação, movimentação e comércio.
Para que animais está indicada?
Esta vacina foi desenhada como vacina pentavalente “para todo o rebanho”: desde vitelos até animais adultos, em todas as fases de produção e estados fisiológicos (incluindo lactação e gestação).
Um protocolo que simplifica a vida
1. Início a partir das 10 semanas de idade.
2. Duas doses, com 3 semanas de intervalo, para estabelecer proteção respiratória.
3. Terceira dose até 6 meses após a segunda, para acrescentar a proteção reprodutiva contra BVD.
4. Revacinação anual daí em diante. Este desenho reduz complexidade logística, número de atos e erros de calendário, o que é particularmente útil em explorações com lotes de diferentes idades.
Monitorização sanitária facilitada
Com a tripla marcação DIVA (IBR, BVDV-1, BVDV-2), os testes laboratoriais conseguem diferenciar vacina vs. infeção natural, tornando:
– Mais simples comprovar estatutos sanitários,
– Mais eficaz o seguimento de focos e a gestão de riscos,
– Mais objetivo o planeamento de medidas (revacinação, quarentena, reposição).
CONHEÇA O TESTEMUNHO DE DOIS MÉDICOS VETERINÁRIOS E AO MESMO TEMPO PRODUTORES UTILIZADORES DA VACINA:
“A nova vacina lançada pela HIPRA é o estado da arte: protege IBR e BVDV (1 e 2) com uma única vacina marcada, simplifica o plano vacinal e, por isso, é uma escolha lógica e estratégica”
João Diogo Ferreira, médico veterinário e gerente da Agriangus, alia a prática clínica à gestão de um projeto focado em criar valor na bovinicultura. À frente da Agriangus, trabalha lado a lado com produtores na implementação de boas práticas de maneio, saúde e eficiência produtiva.
Que benefício extra proporciona esta nova vacina da HIPRA que o fez começar a utilizá-la?
A principal mais-valia que nos levou a escolher a nova vacina da HIPRA foi a possibilidade de proteger simultaneamente contra IBR e BVDV tipo 1 e 2 com uma única vacina, reduzindo drasticamente a complexidade dos programas vacinais. O facto de ser a primeira vacina multivalente marcada, garante a diferenciação entre animais vacinados e infetados, representando um avanço técnico decisivo, tanto do ponto de vista sanitário como económico.
Como é que esta nova vacina mudou a gestão dos planos de vacinação na sua exploração?
A introdução desta vacina simplificou a gestão dos planos vacinais. Passámos a ter apenas uma vacina para cinco agentes patogénicos, o que reduziu o número de aplicações e facilitou o maneio.
Que possibilidades futuras considera agora que está a utilizar a primeira vacina multivalente marcada contra a IBR e BVDV (tipo 1 e 2)?
A utilização de uma vacina multivalente marcada poderá eventualmente abrir portas à certificação sanitária, sem comprometer a vigilância epidemiológica. Permite também implementar programas de controlo e erradicação de forma eficaz, rastreável e sustentada, com ganhos diretos na valorização dos animais, na exportação e na imagem de responsabilidade sanitária das explorações. Além disso, reforça a nossa capacidade de resposta preventiva perante surtos, protegendo o investimento genético e reprodutivo.
O que diria, em algumas frases, a um veterinário ou produtor, que está a hesitar em implementar esta nova solução da HIPRA, nos seus clientes ou nas suas vacadas, respetivamente?
Diria que esta vacina multiviral e triplamente marcada representa o estado da arte na vacinação reprodutiva bovina. É eficaz, segura, fácil de implementar e oferece uma proteção abrangente com menos aplicações. Na era em que vivemos, ter um programa simples, robusto e com suporte técnico como o da HIPRA faz toda a diferença. Para mim, é uma escolha lógica e estratégica!
“Passei a usar apenas uma vacina, o que é muito mais fácil”
Tendo assumido o desafio de modernizar os negócios agrícolas de família, Isabel Maia Gonçalves gere hoje, com o seu marido, uma exploração com cerca de 200 vacas leiteiras, das quais 110 em ordenha. O seu objetivo é manter elevados padrões de saúde e bem-estar animal, para potenciar a produtividade leiteira. Em 2024, segundo dados do contraste leiteiro, com média de 2,4 lactações, a exploração alcançou 12 390 kg de leite aos 305 dias.
Que benefício extra proporciona esta nova vacina da HIPRA que a fez começar a utilizá-la?
O meu principal objetivo foi simplificar o plano vacinal e de monitorização sanitária, passando para um protocolo anual, com uma vacina marcada para dois agentes: BVD e IBR.
Como é que esta nova vacina mudou a gestão dos planos de vacinação na sua vacaria?
Antes desta nova vacina, usava uma vacina trivalente que continha os vírus do BVD, BRSV e PI3 combinada com uma vacina monovalente para a IBR. Portanto, passei a usar apenas uma vacina, a qual é muito mais fácil de preparar do que a combinação anterior. Além disso, como a vacinação é anual, o efetivo só sofre uma intervenção, por ano. Liberta-me espaço no calendário de vacinações. Em termos de impacto, não notei diferença face ao plano vacinal anterior. Tem ainda a vantagem de continuar a combinar com a vacina intranasal da HIPRA contra o BRSV que já fazia nos vitelos recém-nascidos.
Que possibilidades futuras considera agora que está a utilizar a primeira vacina multivalente marcada contra a IBR e BVDV (tipo 1 e 2)?
É uma segurança para mim, para monitorizar se algum dos meus animais entra em contacto com estes vírus. Se vier a vender animais para outros efetivos, confere também uma garantia superior da qualidade sanitária dos mesmos a quem compra.
O que diria a um produtor que está a hesitar em implementar esta nova solução da HIPRA na sua vacaria ou a um veterinário que hesite em recomendá-la?
O que funciona aqui pode não funcionar noutra exploração. O meu testemunho tem por base o que vou observando no meu efetivo. O meu feedback é francamente positivo. Se eu não confiasse na qualidade da vacina, não a tinha escolhido para proteger os meus animais. Espero conseguir protegê-las muitos anos com este protocolo vacinal.
→ Leia este e outros artigos completos, na Revista Voz do Campo – edição de dezembro 2025, disponível no formato impresso e digital.






