José Mira – Docente da Escola Superior Agrária de Beja

“O ensino, se não se atualizar e não continuar a falar da pecuária de precisão, perdemos o comboio. E, dentro da pecuária de precisão, em que a gente toma a mão de determinadas tecnologias e de informação que nos permite, basicamente, tomar decisões em tempo real (…). Vejo, neste tipo de tecnologias, basicamente, três problemas. Um dos problemas é a conectividade, ou seja, hoje em dia há muitas zonas que não têm sinal, nem de telemóvel nem de internet, o que torna tudo isto muito difícil.

Vejo, também, o problema da dimensão das explorações. Temos explorações de dimensões muito pequenas, o que nos pode trazer alguma dificuldade face ao grande investimento que tem de ser feito nestas novas tecnologias (…).

E, por último, vejo a dificuldade — e aí é que entra o ensino — na capacitação de produtores, de auxiliares, de tratadores, que têm de aprender essas novas tecnologias (…). Para além disto tudo, vejo um risco muito grande, que é deixarmos de capacitar pessoas para fazerem o reconhecimento das plantas, a contagem das plantas e o maneio tradicional, porque a gente não sabe até que ponto é que podemos continuar o resto da vida com acesso a essas tecnologias (…)”.

Extrato da sua intervenção durante o 2º painel, Pastagens Inteligentes: Inovação e Sustentabilidade na Produção Animal, no âmbito da 3ª Conferência InovEnsino realizada na Escola Superior Agrária de Beja.

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