A 4.ª Edição das Jornadas Técnicas das Prunóideas decorreu a 4 de dezembro de 2025, no Auditório da Escola Superior Agrária de Castelo Branco (ESACB), reunindo produtores, técnicos, investigadores e entidades do setor. A iniciativa centrou-se na apresentação dos resultados do projeto PRR P2-Resilis e na reflexão sobre os desafios e oportunidades que se colocam à fileira das prunóideas num contexto de alterações climáticas cada vez mais marcadas. A Revista Voz do Campo esteve presente, dando cobertura ao evento e destacando os principais temas abordados.
Organizado pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN), parceiro do projeto P2-Resilis, o evento teve, segundo Maria do Carmo Martins, secretária-geral do COTHN, um objetivo claramente definido: “A apresentação dos resultados do projeto P2-Resilis, que abordou práticas culturais para aumentar a resiliência da produção das prunóideas”, assinalando ainda o lançamento de um livro técnico que compila o conhecimento gerado ao longo do projeto.

Um dos aspetos mais destacados ao longo das Jornadas foi o impacto crescente das alterações climáticas na produção, em particular na cerejeira. Os dados do INE relativos aos últimos anos evidenciam uma forte instabilidade produtiva, confirmando que este fator passou a ser estrutural e não pontual. Para Maria do Carmo Martins, a adaptação é inevitável: “As alterações climáticas vieram para ficar e têm tido um enorme impacto na produção das prunóideas, especialmente na produção de cereja”. Neste contexto, o projeto P2-Resilis apresentou resultados relevantes ao nível das práticas culturais.
A COBERTURA DOS POMARES REVELOU POTENCIAL PARA AUMENTAR A RESILIÊNCIA PRODUTIVA, EMBORA COM EFEITOS DEPENDENTES DAS VARIEDADES
“A cobertura dos pomares tem resultados interessantes, mas depende muito do tipo de variedade de cereja”, explica a secretária-geral do COTHN, referindo ainda que se observou “um impacto menos positivo ao nível da dureza da cereja”. Outro eixo de trabalho com resultados promissores foi a utilização de culturas de cobertura melhoradas na linha, nomeadamente trevos, como alternativa sustentável ao controlo de infestantes. “Para além de potenciar a biodiversidade dentro do pomar, torna o sistema mais resiliente através da promoção dos serviços de ecossistema”, destaca (…).
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