A ilha de São Jorge passou a ser a única parcela do território português integralmente classificada em Bem-Estar Animal. O marco foi assinalado esta semana com a entrega de 221 certificados a produtores de leite, abrangendo toda a fileira da ilha e as cooperativas de Lourais, Finisterra e Uniqueijo.
A cerimónia decorreu no passado dia 20, Dia Mundial do Queijo, no auditório da Finisterra, com a presença de várias entidades do sector agrícola e institucional, incluindo o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura.
Qualidade, certificação e visão estratégica
Para António Aguiar, presidente da União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge (Uniqueijo), trata-se de “uma vitória importante”, enquadrada numa estratégia de futuro assente na qualidade, responsabilidade e diferenciação. A cooperativa conta já com certificações como a IFS Food, Halal, DOP, Marca Açores e Biosfera, estando em curso um projeto de certificação ambiental e de sustentabilidade, com foco na pegada carbónica.
Está também a avançar o processo de candidatura do modo de produção do Queijo de São Jorge a Património Imaterial da UNESCO, reconhecendo toda a cadeia produtiva do leite e do queijo.
Reconhecimento internacional e exportações
O Queijo São Jorge (DOP) tem somado prémios nacionais e internacionais, incluindo medalhas de ouro nos World Cheese Awards. O produto passará ainda a integrar a lista de Indicações Geográficas protegidas no Mercosul.
Em 2025, a ilha produziu cerca de 29 milhões de litros de leite, com a produção de queijo a crescer 7,5%. Os EUA e o Canadá continuam a ser os principais mercados de exportação, com 333 toneladas no último ano.
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