O Estado das Culturas e Previsão das Colheitas (ECPC) é um projeto mensal supervisionado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que, desde 1945, disponibiliza informação de carácter previsional, relativamente a áreas, produtividades e produções globais das principais culturas, ao nível geográfico do Continente. Desde o dia 1 de janeiro de 2024, na Região Norte, a recolha de informação é efetuada pelos técnicos da CCDR Norte distribuídos pelo território, sobretudo das quatro divisões territoriais do Minho, Porto e Douro, Trás-os-Montes e Alto Douro, sob coordenação da Divisão de Programas e Avaliação.
O Relatório do Estado das Culturas e Previsão de Colheitas do mês de janeiro já está disponível em: https://agrodigital.ccdr-n.pt/sia/Portals/0/Informa%C3%A7%C3%A3o%20agraria/Estado_Culturas/CCDR-N_ECPC_2026_01.pdf
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Resumo:
Ano novo, clima velho. Assim se poderá caracterizar a entrada em 2026, com o mês de janeiro a dar continuidade ao frio, ao vento e à precipitação registados no final do ano anterior.
Em janeiro, o território nacional, e a região Norte em particular, foram atravessados por um comboio de tempestades e depressões oriundas do Atlântico, que trouxeram consigo muito frio, queda de neve a cotas mais baixas que o usual, ventos fortes com elevado poder de destruição e grandes volumes de precipitação persistente.
Estas condições levaram à destruição de estruturas, alagamento de terrenos com a consequente destruição ou atraso de desenvolvimento das culturas aí instaladas, atraso na realização de trabalhos como podas, sementeiras e controlo de vegetação infestante e ainda a necessidade acrescida de estabular e fornecer alimentos secos aos diferentes efetivos pecuários.
Grande parte das barragens, charcas e outras estruturas de retenção de água atingiram a sua capacidade máxima, com a necessidade de abertura de comportas e eventuais alagamentos das zonas a jusante.
Foram várias as linhas de água que saíram do seu curso, alagando os terrenos em redor e impossibilitando a circulação. Os terrenos superaram a capacidade de campo e as chuvas levaram ao arrastamento de muros, terras, caminhos e outras estruturas, obrigando ao encerramento de várias estradas por toda a região.
Em janeiro terminou a colheita da azeitona e a laboração de azeite, com a generalidade dos lagares a reportar bons níveis de produção e elevada qualidade.
A campanha dos cereais e das forragens começa a evidenciar algum grau de comprometimento, em resultado da pluviosidade persistente, que condiciona o desenvolvimento vegetativo das plantas.
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