Reprogramação do PEPAC e as implicações no Pedido Único de Ajudas 2026

A quarta reprogramação do PEPAC e as suas implicações no Pedido Único de Ajudas (PU) 2026 estiveram em destaque num dos painéis técnicos do Encontro Nacional de Técnicos da CONFAGRI, que decorre em Mortágua. Em análise estiveram as alterações legislativas nos pagamentos diretos, no desenvolvimento rural e na condicionalidade, bem como mudanças nos formulários de candidatura, na gestão orçamental e nos mecanismos de controlo administrativo e no local.

O painel reuniu Isabel Monteiro do IFAP, Sónia Calção do GPP, Fátima Leitão do IFAP, Augusto Ferreira – Coordenador Técnico da Confagri, Ana Luísa Rodrigues, vice-presidente do Conselho Diretivo do IFAP e Rosa Broncas da Confagri.Na fotografia, da esquerda para a direita: Isabel Monteiro do IFAP, Sónia Calção do GPP, Fátima Leitão do IFAP, Augusto Ferreira – Coordenador Técnico da Confagri, Ana Luísa Rodrigues, vice-presidente do Conselho Diretivo do IFAP e Rosa Broncas da Confagri.

A moderação esteve a cargo de Augusto Ferreira, coordenador técnico da CONFAGRI

Corrigir falhas e recuperar confiança

Na sua intervenção, Ana Luísa Rodrigues, vice-presidente do Conselho Diretivo do IFAP, reconheceu que a última campanha deixou lições importantes, admitindo que alguns constrangimentos afetaram o funcionamento do sistema e a perceção dos agricultores.

Ana Luísa Rodrigues, vice-presidente do Conselho Diretivo do IFAP

“Algumas situações condicionaram a eficácia do Pedido Único, a clareza da informação e o sentimento de confiança que os agricultores tinham no sistema. Cremos que este seja o momento de corrigir, de prevenir e de melhorar”, afirma.

A responsável sublinha a importância da colaboração com as organizações do setor e valoriza o espírito de parceria manifestado pela CONFAGRI.

“Gostávamos de o fazer com vocês e agradecemos desde já as palavras desta manhã do secretário-geral Nuno Serra, que transmitiu um espírito de confiança e de colaboração, parceria que para nós é muito importante”, regista.

A vice-presidente do IFAP destacou três intervenções consideradas decisivas para assegurar maior estabilidade na campanha de 2026.

A primeira passou pela revisão do parcelário e pela integração das respetivas correções no iSIP. “Em primeiro lugar, e graças à vossa colaboração, terminámos atempadamente a revisão do parcelário e a integração no iSIP das correções necessárias”, diz.

A segunda medida, fora do planeamento habitual de preparação do PU, consistiu na atualização das freguesias de acordo com a nova CAOP: “Tivemos que o fazer e terminou na passada sexta-feira o procedimento para atualizar todas as freguesias de acordo com a nova CAOP. Este passo é muito importante e conseguimos concretizá-lo antes do início do Pedido Único”.

Por fim, foi concluído o carregamento dos controlos de campo referentes a 2025. “Vamos concluir esta semana o carregamento de todos os controlos de campo de 2025”, explica, salientando que esta integração permitirá que toda a informação gráfica esteja refletida no sistema aquando da abertura do PU 2026, evitando um dos principais constrangimentos sentidos na campanha anterior.

Para Ana Luísa Rodrigues, estes passos são essenciais para que os agricultores encontrem informação atualizada e correta logo no início do período de candidatura. O objetivo, sustenta, é comum a todos os intervenientes.

A dirigente garante ainda o empenho do IFAP em assegurar proximidade e transparência ao longo de todo da campanha: “Estamos totalmente empenhados em manter um diálogo próximo e transparente, focados naquilo que realmente importa, que é servir os nossos agricultores”.

Mais desenvolvimento em breve na Revista Voz do Campo.

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