O Governo vai avançar com um estudo técnico, económico e regulatório para adaptar o sistema elétrico nacional à nova realidade climática, reforçando a segurança e a continuidade do abastecimento num contexto de fenómenos extremos mais frequentes e intensos.

A decisão, determinada pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, inclui a identificação de áreas críticas, mais expostas a incêndios rurais e tempestades, e a avaliação comparativa de soluções como o reforço estrutural de linhas aéreas, o enterramento total ou parcial em áreas críticas, soluções híbridas e tecnologias de aumento de resiliência.

O estudo, a contratar pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), deverá estar concluído em seis meses e integrará a análise custo-benefício, o impacto na tarifa, a estimativa de investimentos e um plano faseado de execução.

A medida articula-se com a revisão da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas 2030, já concluída e em fase de aprovação, consolidando a linha reformista do Governo na modernização das infraestruturas energéticas.

“Estamos obrigados a adaptar o sistema elétrico para evitar disrupções de serviço e assegurar a segurança no abastecimento”, afirmou a ministra.


Governo avança com estudo para adaptar o Sistema Elétrico Nacional às alterações climáticas

› Estudo vai incluir a avaliação do enterramento de linhas em áreas críticas e a adaptação dos instrumentos de planeamento da rede à nova realidade climática;

› No prazo de 180 dias, estará feita a análise do custo-benefício das diferentes soluções, uma estimativa dos investimentos necessários e um plano faseado de implementação.

Maria da Graça Carvalho: “Estamos obrigados a adaptar o sistema elétrico para evitar disrupções de serviço e assegurar a segurança no abastecimento”. 

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, determinou a realização de um estudo técnico, económico e regulatório sobre a adaptação do Sistema Elétrico Nacional às alterações climáticas.

O estudo, a ser contratado pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e que deverá estar concluído no prazo máximo de seis meses, vai debruçar-se sobre a identificação de áreas críticas com maior exposição a incêndios rurais ou fenómenos meteorológicos extremos e avaliar, comparativamente, soluções técnicas que melhor se adequem a essas áreas – como o reforço estrutural de linhas aéreas; o enterramento total ou parcial; soluções híbridas e tecnologias de reforço de resiliência –, avaliando também o custo-benefício de cada solução e impactos na continuidade de serviço e na tarifa.

O estudo deverá ainda apresentar uma estimativa dos investimentos necessários, uma proposta de adaptação metodológica dos instrumentos de planeamento (a ser incluída nos próximos ciclos do Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte e do Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Distribuição), bem como um plano faseado de implementação, com definição de prioridades, calendarização indicativa e fontes de financiamento.

Lembrando que a Comissão Europeia reforçou recentemente o financiamento e a simplificação regulatória para investimentos em infraestruturas resilientes e inteligentes através do recente Grids Package, Portugal poderá captar investimento europeu para a necessária transformação da sua rede.

A tempestade Kristin, que provocou perturbações significativas no Sistema Elétrico Nacional, demonstrou a urgência na reavaliação dos critérios de planeamento, designadamente quanto à robustez estrutural das infraestruturas, à seletividade de enterramento de linhas em áreas críticas e à incorporação de métricas de resiliência nos processos de decisão.

Maria da Graça Carvalho diz que o planeamento e desenvolvimento das redes elétricas “têm de garantir a segurança, fiabilidade e a qualidade do serviço” e que “estamos obrigados a adaptar o sistema elétrico às exigências do presente e necessidades do futuro para evitar disrupções de serviço e assegurar a segurança no abastecimento”.

De referir que o Governo já concluiu a revisão da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC 2030) que, após ter estado em consulta pública, vai seguir o normal processo de aprovação legislativa, o que representa um avanço na forma como devemos lidar com os impactos das alterações climáticas, inclusivamente ao nível das infraestruturas energéticas.

 

RECEBA TODOS OS MESES A REVISTA VOZ DO CAMPO

→ Subscreva aqui

 

EDIÇÕES MAIS RECENTES:


Caso pretenda adquirir ou aceder integralmente a alguma edição em especial, enviem-nos o pedido por e-mail: assinaturas@vozdocampo.pt

→ Assinatura da Revista Voz do Campo


Existem ainda outras edições mais antigas, disponíveis só por consulta.