A partir do início dos anos 2000, a olivicultura portuguesa entrou num processo de transformação profunda que mudou de forma estrutural o setor. Não se tratou apenas da introdução de novas variedades, da mecanização ou do aparecimento do olival em sebe. O verdadeiro ponto de viragem foi uma mudança de mentalidade, tanto ao nível da produção como da gestão das explorações.
A chegada do regadio do Alqueva criou condições para essa mudança, mas foi a capacidade de aproveitar essa oportunidade que fez a diferença. A partir daí, começou a generalizar-se uma abordagem mais profissional, mais técnica e, sobretudo, mais orientada para a eficiência económica e para a tomada de decisão informada. A olivicultura passou a ser pensada como um sistema integrado, onde produção, custos, rendimento, indústria e mercado estão ligados.
Dentro de poucos anos, Portugal deverá afirmar-se como o terceiro maior produtor mundial de azeite, representando cerca de 10% da produção global Este processo permitiu a Portugal afirmar-se como um produtor competitivo no contexto internacional.
Hoje, o país tem capacidade para produzir azeite em volume, com qualidade e com regularidade, algo que durante décadas foi difícil de garantir. A tendência é clara: dentro de poucos anos, Portugal deverá afirmar-se como o terceiro maior produtor mundial de azeite, representando cerca de 10% da produção global, um marco que demonstra bem a dimensão da transformação vivida pelo setor.
Essa evolução trouxe também maior exigência: na gestão da água, na organização das equipas, no planeamento das campanhas e na sustentabilidade a médio e longo prazo.
O PAPEL DA FORMAÇÃO E DA ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE BEJA NO DESENVOLVIMENTO DO SETOR
A formação teve um papel determinante neste processo de transformação da olivicultura portuguesa. A Escola Superior Agrária de Beja (ESAB) é um bom exemplo de como a ligação entre ensino, investigação e prática no terreno pode gerar impacto real no setor agrícola e na região.
Passagem pela ESAB foi decisiva

No meu caso pessoal, a passagem pela ESAB foi decisiva. Foi ali que adquiri não apenas bases técnicas sólidas, mas sobretudo uma forma de pensar a agricultura de maneira integrada, com ligação permanente à realidade do campo. Essa proximidade entre teoria e prática marcou o meu percurso profissional e influenciou a forma como hoje encaro a gestão agrícola.
A ESAB tem formado, ao longo dos anos, técnicos e engenheiros com forte capacidade de resposta aos desafios reais das explorações modernas Muitos dos profissionais que hoje assumem responsabilidades técnicas e de gestão em projetos de grande dimensão passaram por esta escola, o que demonstra a sua importância enquanto polo de conhecimento aplicado.
Para além da formação, a proximidade da ESAB às empresas e aos produtores tem permitido uma transferência contínua de conhecimento, a realização de ensaios e uma reflexão conjunta sobre temas críticos como a eficiência do uso da água, a adaptação às alterações climáticas e a sustentabilidade económica das explorações.
OLIVOGESTÃO: GESTÃO PROFISSIONAL NUM SETOR CADA VEZ MAIS EXIGENTE
A Olivogestão surge neste contexto de mudança e profissionalização da olivicultura. A empresa foi criada com o objetivo de responder à crescente complexidade da gestão agrícola, acompanhando produtores e investidores num setor que dei- xou de ser simples e previsível.
Um espectro de milhares de hectares Ao longo dos últimos anos, a Olivogestão esteve envolvida na plantação de mais de 20.000 hectares de olival e acompanha atualmente mais de 13.000 hectares sob gestão, distribuídos por cerca de 100 clientes e aproximadamente 230 herdades, em diferentes regiões e sistemas produtivos, integrando explorações de diversas dimensões e perfis, como é o caso da Herdade da Figueirinha, entre outros projetos (…).
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