RESULTADOS DE 2025 MOSTRAM CRESCIMENTO NA RECOLHA DE EMBALAGENS
O sistema Valorfito registou em 2025 um aumento significativo na recolha de embalagens, que atingiu as 737 toneladas, num ano marcado pela implementação de uma nova licença e pelo alargamento do seu âmbito de atuação. O diretor-geral do Valorfito, António Lopes Dias, considera o balanço globalmente positivo e sublinha que o foco está agora na consolidação do sistema e na melhoria dos indicadores nos próximos anos.

Que leitura faz dos resultados de 2025, neste primeiro ano de implementação da nova licença do sistema?
Os resultados de 2025 são globalmente positivos e, acima de tudo, demonstram a capacidade de adaptação e evolução do sistema num novo ciclo de exigência.
Este primeiro ano de implementação da nova licença ficou marcado por um reforço do âmbito de atuação e por um crescimento significativo na recolha (que acabou por atingir as 737 toneladas), tratando-se de um sinal claro de que o setor está cada vez mais sensibilizado e envolvido na correta gestão destes resíduos.
Ao mesmo tempo, é um ano de transição, que exige consolidação de processos e ajustamentos operacionais – naturais num novo enquadramento – pelo que, estamos expetantes relativamente ao futuro.
O sistema registou um crescimento significativo na recolha. O que explica esta evolução?
Este crescimento resulta de vários fatores complementares: por um lado, o alargamento do sistema a novos fluxos de embalagens, que contribuiu diretamente para o aumento das quantidades recolhidas; por outro, tem havido um trabalho contínuo de sensibilização e proximidade junto dos agricultores e dos pontos de retoma, que se reflete numa maior adesão ao sistema; destacando-se ainda o reforço da rede de recolha e a maior eficiência logística, que facilitaram o encaminhamento correto das embalagens.
“COM O ALARGAMENTO DO NOSSO ÂMBITO A NOVAS E IMPACTANTES EMBALAGENS, REGISTAMOS UM AUMENTO MUITO SIGNIFICATIVO DAS QUANTIDADES COLOCADAS NO MERCADO”
Ao mesmo tempo, a taxa de retoma ficou nos 22,8%. Como enquadra este resultado?
Olhando para os dados como um todo: ou seja, a taxa de retoma registada em 2025, de 22,8%, deve ser analisada no contexto deste primeiro ano de uma nova licença – que só por si introduziu alterações relevantes no universo de embalagens consideradas. Com o alargamento do nosso âmbito a novas e impactantes embalagens, registamos um aumento muito significativo das quantidades colocadas no mercado, o que, naturalmente, tem um impacto direto no cálculo da nossa taxa (quando comparada a anos anteriores, de menores fluxos incluídos).
Por esse motivo, nunca olharíamos para esta taxa como um retrocesso, mas sim como parte de um quadro evolutivo e prova de que estamos perante uma nova base de análise. Este resultado não é mais do que um reflexo de um primeiro ano, com uma nova base de medição.
O foco agora está na consolidação do sistema, na sensibilização de produtores, operadores, distribuidores e demais entidades do setor e consequente progresso deste indicador ao longo dos próximos anos.
De que forma o alargamento a novos fluxos de embalagens impactou o funcionamento do sistema?
O alargamento a novos fluxos trouxe maior complexidade ao sistema, tanto do ponto de vista operacional como logístico. Foi necessário adaptar processos, reforçar a capacidade de resposta da rede e garantir que todos os intervenientes estavam preparados para lidar com diferentes tipologias de embalagens.
Contudo, este alargamento representa um avanço importante do ponto de vista ambiental, permitindo abranger uma maior diversidade de resíduos e aumentar o impacto positivo do sistema.
ADAPTAÇÃO DOS AGRICULTORES E RESTANTES INTERVENIENTES A ESTAS MUDANÇAS
“De uma forma geral, a adaptação tem sido positiva, embora com os desafios naturais associados a qualquer mudança. Todos os profissionais com quem estamos diretamente no terreno têm demonstrado uma crescente consciência da importância da correta gestão das embalagens e uma maior disponibilidade para integrar novas práticas. O mesmo se verifica ao nível dos distribuidores e pontos de retoma, que têm tido um papel fundamental na operacionalização do sistema e no apoio direto aos utilizadores.” (…).
→ Leia a entrevista completa e outros artigos, na Revista Voz do Campo – edição de maio 2026, disponível no formato impresso e digital.

