A plataforma “A Minha Terra” desenvolveu um novo Mapa de suscetibilidade ao incêndio 2026 que cobre as 3.049 freguesias de Portugal continental, com resolução satélite de 10 metros. Utilizado em conjunto com a referência estrutural nacional, o mapa mostra onde a carga de combustível está mais elevada em 2026, oferecendo aos proprietários e municípios uma visão atualizada no início da época de incêndios.
1 em cada 3 freguesias do continente apresenta sinais elevados de combustível para 2026, valor que sobe para 2 em cada 3 no interior do Algarve.
Um novo mapa de suscetibilidade ao incêndio desenvolvido pela “A Minha Terra” , em parceria com a empresa de ciência de incêndios florestais MEJOR Technologies, oferece aos proprietários portugueses uma leitura atualizada das condições de combustível e vegetação em todas as 3.049 freguesias do continente. Trata-se de uma camada satélite de 10 metros concebida para complementar a referência estrutural nacional.
O mapa acrescenta uma leitura específica de 2026 sobre carga de combustível e condições da vegetação à classificação estrutural permanente publicada pelo ICNF, cuja Carta de Perigosidade de Incêndio Rural representa os fatores estruturais da paisagem a longo prazo, como o relevo, a inclinação e o histórico de uso do solo. O Mapa de suscetibilidade ao incêndio 2026 capta um fator sazonal essencial: acumulação de combustível, densidade da vegetação e cobertura do solo.
O mapa estrutural responde a uma questão sobre a geografia de incêndios de longo prazo em Portugal. A camada sazonal responde ao que existe no terreno nesta época. Ambos os mapas coincidem na geografia estrutural do risco de incêndio no país: o interior norte e centro apresentam maior risco do que o litoral e a planície alentejana, todos os anos. Onde divergem é precisamente onde esta época se diferencia do padrão histórico.
Um inverno húmido gerou combustível em zonas onde normalmente não existe em abundância. No interior do Algarve e em partes do vale do Tejo, a camada de 2026 identifica um crescimento significativo de vegetação que o mapa estrutural não capta, porque este não foi concebido para refletir alterações anuais. Um inverno excecionalmente húmido e uma primavera quente precoce favoreceram a acumulação de combustível em áreas que muitos proprietários normalmente não associam a risco de incêndio. Como resultado, 2 em cada 3 freguesias do Algarve apresentam esta época sinais elevados de combustível e vegetação, tornando-se mais suscetíveis a incêndios rurais. Este é precisamente o tipo de sinal sazonal que o mapa foi criado para identificar.
Nem todas as conclusões apontam para um risco mais elevado este ano. Os incêndios de 2025 também são visíveis nos dados. No interior centro de Portugal, incluindo Pampilhosa da Serra, Arganil, Covilhã e concelhos vizinhos, a camada de 2026 apresenta valores significativamente inferiores à referência estrutural de longo prazo. Estas zonas continuam estruturalmente expostas ao longo das décadas, e o mapa estrutural continua correto ao sinalizá-las. No entanto, os incêndios de 2025 consumiram grande parte do combustível disponível e a regeneração ainda não recuperou totalmente. Para os proprietários cujos terrenos arderam no verão passado, a pressão sazonal imediata é atualmente inferior àquela que o mapa estrutural, isoladamente, poderia sugerir.
Para ajudar os proprietários a agir com base nesta informação, a plataforma “A Minha Terra” criou uma checklist personalizada de limpeza de terrenos. Os proprietários introduzem a localização do seu terreno e recebem ações específicas de limpeza ajustadas à parcela, inclinação e proximidade de edifícios. A ferramenta é gratuita, demora menos de cinco minutos e surge num momento importante: o prazo oficial para limpeza de terrenos foi recentemente prolongado até 30 de junho de 2026, o que significa que ainda existe tempo para agir.

Alex Griekspoor, CEO da A Minha Terra, afirmou: “Pela primeira vez temos um mapa que mostra o que existe no terreno nesta época, e não apenas a visão estrutural de longo prazo. No interior do Algarve, 2 em cada 3 freguesias apresentam mais combustível do que o histórico sugeriria. Municípios e proprietários precisam de agir agora. A checklist torna esta informação concreta para cada terreno. Estamos a falar de terras que muitas famílias cuidam há gerações, e ainda vamos a tempo de as proteger.”
A história completa dos dados, análise regional e mapas interativos estão disponíveis em perspetiva.aminhaterra.pt
A checklist personalizada de limpeza de terrenos está disponível em proteger.aminhaterra.pt
98% dos incêndios têm origem humana. Atue com responsabilidade.
A ‘A Minha Terra’ é uma plataforma portuguesa dedicada aos proprietários de terrenos, ajudando-os a compreender, gerir e agir sobre as suas propriedades.
Desenvolvida para responder à fragmentação do mercado fundiário em Portugal, a plataforma permite que cada proprietário tenha uma visão clara do que possui e do que pode fazer com o seu terreno.
Mapa de suscetibilidade ao incêndio 2026 da ‘A Minha Terra’
O que é:
Portugal já dispõe de uma referência oficial para incêndios rurais: a Carta de Perigosidade de Incêndio Rural, publicada pelo ICNF. O mapa estrutural representa aquilo que é estruturalmente verdadeiro na paisagem portuguesa a longo prazo, incluindo relevo, histórico de uso do solo e padrões permanentes de vegetação. É a base essencial para qualquer análise do risco de incêndio em Portugal.
O Mapa de suscetibilidade ao incêndio 2026 da plataforma “A Minha Terra” acrescenta aquilo que o mapa estrutural não foi concebido para mostrar; as condições específicas deste ano. Onde a carga de combustível aumentou, após um inverno húmido, o mapa sazonal apresenta níveis superiores à referência estrutural. Onde o território ardeu no ano passado e ainda não recuperou, o mapa sazonal apresenta níveis inferiores. Ambos os mapas estão corretos, respondem apenas a perguntas diferentes. Conhecer ambos oferece uma visão mais completa à medida que a época de incêndios se aproxima.
Como é desenvolvido:
O mapa de 2026 foi desenvolvido para a plataforma “A Minha Terra” em colaboração com a empresa de ciência de incêndios florestais MEJOR Technologies. O mapa cobre as 3.049 freguesias de Portugal continental com resolução de 10 metros.
Para cada área de 10 × 10 metros do território, a tecnologia LUCI da MEJOR combina seis fatores e classifica a paisagem de acordo com a suscetibilidade relativa para a época atual:
1. Cobertura do solo: Tipo de superfície presente: floresta, matos, terrenos agrícolas, áreas urbanizadas ou solo descoberto.
2. Estado da vegetação: O grau de verde ou secura da vegetação observado em imagens satélite recentes, comparado com o comportamento normal dessa localização.
3. Exposição da superfície: Indicação sobre se a superfície é predominantemente vegetada ou aberta.
4. Características do terreno: Inclinação, altitude e exposição solar.
5. Presença humana: Proximidade de estradas, edifícios e população, considerando que a maioria das ignições ocorre perto de atividade humana.
6. Histórico recente de incêndios: Áreas afetadas por incêndios nos últimos anos, onde a quantidade de combustível disponível tende a diminuir até à recuperação da vegetação.
Estes fatores são processados através da tecnologia LUCI da MEJOR, que classifica a paisagem segundo a suscetibilidade relativa para a época atual.
Principais conclusões para 2026:
– Em grande parte do país, os dois mapas coincidem na geografia estrutural do risco de incêndio em Portugal. As diferenças mais relevantes surgem precisamente onde os mapas divergem, e essa divergência pode ser explicada pelas condições reais do território.
– Cerca de 1 em cada 3 freguesias do continente apresenta sinais elevados de combustível e vegetação.
– No interior do Algarve e em partes do vale do Tejo, um inverno excecionalmente húmido provocou um crescimento invulgar da vegetação. O mapa de 2026 identifica esta acumulação de combustível, enquanto o mapa estrutural não o faz, porque não foi concebido para atualizar alterações anuais.
– No interior centro de Portugal, incluindo Pampilhosa da Serra, Arganil, Covilhã e concelhos vizinhos, o mapa de 2026 apresenta valores significativamente inferiores à referência estrutural. Estas zonas continuam estruturalmente expostas a longo prazo, mas os incêndios de 2025 consumiram grande parte do combustível disponível e a regeneração ainda não recuperou totalmente.
Evidência da qualidade da classificação:
Numa análise piloto relativa à época de incêndios de Coimbra em 2024, 67,8% da área ardida encontrava-se dentro dos 20% mais elevados da classificação do mapa.
O mapa não prevê onde ocorrerão incêndios específicos, nenhum modelo de suscetibilidade consegue fazê-lo à escala parcelar. O objetivo é identificar onde existe maior acumulação de combustível à entrada da época de incêndios, precisamente o padrão para o qual foi concebido.
A validação nacional, com base em várias épocas recentes de incêndios, continua em desenvolvimento.
O que o mapa não mostra:
– Não prevê incêndios específicos nem garante que qualquer terreno esteja seguro.
– Limpezas recentes do terreno podem ainda não estar refletidas.
– As condições meteorológicas e as ignições estão fora do âmbito de qualquer modelo de suscetibilidade.
– Elementos com menos de 10 metros de largura podem ficar abaixo do limite de resolução.









