Resultados de campo validam abordagem biotecnológica da AGRIPRO baseada na ativação dos mecanismos de defesa das plantas
Após a sua apresentação ao mercado no início do ano, o bioestimulante AG FORT, da AGRIPRO, começa a evidenciar resultados consistentes em contexto produtivo, particularmente em culturas hortícolas sujeitas a elevada pressão viral.
A solução, integrada na linha Genex, assenta numa abordagem biotecnológica diferenciadora: em vez de atuar diretamente sobre o agente patogénico, promove a ativação dos mecanismos endógenos de defesa da planta, permitindo uma resposta mais eficiente a situações de stress biótico.
VALIDAÇÃO EM CAMPO: REDUÇÃO DA INCIDÊNCIA E IMPACTO NA PRODUTIVIDADE
Os primeiros dados provenientes de ensaios de bioeficácia e aplicações em contexto real indicam uma redução significativa da incidência de viroses em várias culturas hortícolas. Em tomate, cultura particularmente sensível a vírus como TYLCV ou ToBRFV, foram observadas reduções médias superiores a 60% na incidência viral face a testemunhas não tratadas. Em cucurbitáceas, os resultados apontam para diminuições superiores a 40%, acompanhadas por ganhos de produtividade na ordem dos 25%.
Adicionalmente, ensaios em pepino evidenciaram:
– aumento de 31,7% no rendimento
– incremento de 30,4% no número de frutos comerciais
– redução de 41% na incidência de doença
Estes indicadores traduzem-se, em contexto de exploração, numa melhoria da sanidade geral da cultura e numa maior percentagem de produção com qualidade comercial.
Expressão sintomática reduzida e manutenção do potencial produtivo
Para além da diminuição da incidência, técnicos no terreno destacam a redução da severidade dos sintomas, mesmo em situações de presença viral confirmada.
OBSERVAÇÕES DE CAMPO INDICAM QUE PLANTAS TRATADAS APRESENTAM:
– menor expressão de enrolamento foliar e clorose
– maior uniformidade vegetativa
– manutenção da capacidade de enchimento e desenvolvimento dos frutos
Em explorações acompanhadas no sul de Espanha, verificou-se que, mesmo quando as folhas apresentavam sintomas, os frutos mantinham padrões comerciais, evidenciando a capacidade do produto para mitigar o impacto económico das viroses.
MECANISMO DE AÇÃO: INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA VIA ATIVAÇÃO GÉNICA
O AG FORT baseia-se na tecnologia SUPR (Specific Upregulation of Pathogen Resistance), suportada por um ingrediente ativo patenteado – um galactooligossacarídeo sulfatado de ori gem marinha.
Este composto atua ao nível molecular, promovendo:
– aumento da expressão de genes associados à resistência (como PR1, PDF1.2 e VSP2)
– elevação dos níveis endógenos de ácido salicílico e ácido jasmónico nas primeiras 24 horas após aplicação
– ativação de vias de defesa sistémica adquirida (SAR)
Importa salientar que o produto não contém fitohormonas, mas estimula a sua produção interna, o que permite uma resposta fisiológica mais sustentada e adaptativa. Este mecanismo contribui para limitar a replicação viral dentro da planta, reduzindo a progressão da infeção e os danos associados.
POSICIONAMENTO TÉCNICO E INTEGRAÇÃO NOS PROGRAMAS DE PRODUÇÃO
Do ponto de vista agronómico, o AG FORT posiciona-se como uma ferramenta complementar em estratégias integradas de proteção das culturas, com especial relevância em contextos de elevada pressão de vetores.
A sua aplicação apresenta:
– flexibilidade de posicionamento (preventivo e em contexto de risco)
– compatibilidade com a maioria dos fertilizantes e produtos fitossanitários
– ausência de intervalo de segurança
– enquadramento regulamentar como bioestimulante vegetal não microbiano (categoria FPR)
A RECOMENDAÇÃO TÉCNICA APONTA PARA APLICAÇÕES PRECOCES E REPETIÇÃO EM FUNÇÃO DA PRESSÃO VIRAL, COM AJUSTES DE DOSE ENTRE 1,5 E 2 CC/L.
RESPOSTA A UM CONTEXTO AGRÍCOLA EM TRANSFORMAÇÃO
A crescente limitação de substâncias ativas disponíveis, aliada ao aumento da pressão de viroses em sistemas intensivos, tem vindo a acelerar a adoção de soluções baseadas em biotecnologia.
Neste enquadramento, produtos como o AG FORT enquadram-se numa tendência mais ampla de:
– reforço da resiliência fisiológica das plantas
– redução da dependência de soluções curativas
– valorização de abordagens preventivas e sustentáveis
A evidência de campo agora disponível reforça o potencial desta abordagem, posicionando a ativação dos mecanismos naturais de defesa como um eixo relevante na evolução dos sistemas de produção hortícola.
Síntese técnica – AG FORT
– Bioestimulante vegetal não microbiano (FPR – categoria 6B)
– Atua por indução de resistência sistémica
– Reduz incidência e severidade de viroses – Promove rendimento e qualidade comercial
– Compatível com programas de produção integrada e biológica
→ Leia este e outros artigos completos na Revista Voz do Campo, edição de junho 2026.

