O Parlamento Europeu aprovou no dia 17 de junho as novas regras para reforçar a posição dos agricultores na cadeia alimentar, incluindo uma medida de grande relevância para o setor pecuário.
Pela primeira vez, a legislação passa a definir claramente a carne como as “partes comestíveis dos animais” e estabelece que designações como “bife”, “costeleta”, “lombo”, “entrecosto”, “fígado” ou “bacon” ficam reservadas exclusivamente a produtos de origem animal.
Além disso, produtos cultivados em laboratório ou à base de células não poderão utilizar a designação “carne”, promovendo maior transparência para os consumidores e protegendo o património, o saber-fazer e a identidade da produção pecuária europeia.
Esta decisão representa um reconhecimento do valor da pecuária tradicional e garante que os consumidores possam fazer escolhas informadas, com informação clara e rigorosa sobre os produtos que adquirem.
O acordo provisório precisa agora de ser aprovado pelo Conselho Europeu para que as novas regras entrem em vigor.

