A Escola Superior Agrária de Bragança recebeu a 6.ª Conferência InovEnsino, iniciativa da Revista Voz do Campo que pretende aproximar o ensino superior agrário dos desafios do setor agrícola, promovendo o diálogo entre academia, autarquias, investigação, empresas e estudantes.
O encontro voltou a colocar em destaque temas centrais para o futuro da agricultura, como a produção animal, o bem-estar e sanidade animal, a inovação tecnológica e a competitividade das fileiras do azeite e da castanha.
LIGAÇÃO ENTRE ENSINO SUPERIOR E SETOR AGRÍCOLA

A sessão de abertura esteve a cargo de Paulo Gomes, diretor da Voz do Campo, que enquadrou o objetivo do ciclo de conferências e a sua ligação às escolas superiores agrárias. “O nosso intuito é, numa primeira instância, trazer para debate determinados temas que se enquadram nas ofertas formativas de cada escola para que depois possam ser aqui debatidos e discutidos no bom sentido”, afirma.
O responsável sublinhou ainda a importância de reforçar a qualificação do setor agrícola e a atração de novos profissionais: “Precisamos de bons técnicos. As escolas precisam de alunos, precisamos de agrónomos, precisamos de muita gente a trabalhar nas diversas fileiras que o setor agro tem”.
Ensino, território e fileiras regionais em foco

A subdiretora da Escola Superior Agrária de Bragança, Margarida Arrobas, destaca a pertinência dos temas em discussão, especialmente no contexto regional. “Estamos aqui a discutir uma série de temas que são muito relevantes para a nossa fileira de produção, nomeadamente a produção animal, o bem-estar animal e a sanidade animal, mas também a fileira de produtos tão importantes na nossa região como são a castanha e o azeite”, refere.
Margarida Arrobas reforça ainda a importância da articulação entre academia e setor produtivo, sublinhando o papel da interdisciplinaridade no desenvolvimento do setor agrícola.
BRAGANÇA REFORÇA APOSTA NA INOVAÇÃO E MUNDO RURAL
Em representação do Município de Bragança, o vereador Ricardo Pinto dá nota da importância estratégica da agricultura para o território e o papel da inovação como resposta aos desafios do setor. “Vivemos particularmente tempos exigentes para a agricultura e para o mundo rural. Os agricultores enfrentam desafios cada vez maiores”, diz. Entre os principais desafios refere às exigências ambientais, a volatilidade dos mercados, o aumento dos custos de produção e as alterações climáticas. O autarca sublinha que aresposta passa pelo conhecimento e pela inovação: “A agricultura só se constrói com conhecimento, inovação, tecnologia e qualificação”.

O autarca aproveitou o seu discurso para apresentar a estratégia do novo executivo municipal para o mundo rural, assente na proximidade e no reforço do apoio ao setor agrícola, com a criação de um gabinete de apoio às freguesias, o reforço dos apoios diretos e a criação de um Conselho Consultivo da Agricultura
“Damos também início a um projeto ambicioso que nos orgulha muito, a Feira Agrícola de Bragança”, afirma Ricardo Pinto, apresentando a iniciativa como uma montra regional e nacional da agricultura. A Feira está agendada para os dias 18, 19, 20 e 21 de junho, na Quinta da Trajinha, e é descrita como um evento “feito do território e para o território”.
O vereador deixa ainda um reconhecimento ao papel do Instituto Politécnico de Bragança: “O IPB tem sido, ao longo destes anos, um verdadeiro motor do desenvolvimento regional. Tem formado gerações, criado conhecimento, promovido investigação aplicada e ajudado a fixar o talento no nosso território”.
IPB DESTACA AGRICULTURA COMO SETOR ESTRUTURANTE

Já a pró-presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Anabela Martins, sublinha a importância do setor agrícola como base essencial da sociedade.
“Estamos a falar, efetivamente, do setor mais importante do mundo, porque é o que produz alimento”, afirma.
A responsável evidência o contributo dos centros de investigação do IPB na modernização da agricultura e na atração de jovens para o setor. “Estes dois centros de investigação produzem inovação nos setores da agricultura e da produção alimentar, com tecnologias que tornam a agricultura mais fácil e mais atrativa para os jovens”, destaca.
Dirigindo-se aos estudantes, Anabela Martins reforça uma mensagem de incentivo
“Tenham sempre grande orgulho em serem alunos de uma Escola Superior Agrária. De vocês depende o setor que alimenta o mundo”, afirma.
E acrescenta ainda uma reflexão sobre a origem etimológica da cultura. “A primeira palavra foi agricultura. E a palavra cultura deriva de agricultura”, sublinha Anabela Martins, desta cando a ligação histórica entre agricultura e civilização (…).
→ Leia este e outros artigos completos na Revista Voz do Campo, edição de junho 2026.
VEJA O VÍDEO
VOZDOCAMPO TV





