A criação da Associação LIMAFRA – Associação de Produtores de Limão de Mafra – representa um novo passo na valorização de um dos produtos agrícolas mais emblemáticos da região. Constituída recentemente, a associação surge num momento decisivo do processo de reconhecimento da Indicação Geográfica Protegida (IGP) do Limão de Mafra, assumindo a responsabilidade de liderar e gerir esse percurso.
UMA TRADIÇÃO COM MAIS DE UM SÉCULO
A produção de limão na região de Mafra possui raízes profundas. De acordo com Domingos dos Santos, fundador e presidente da direção da LIMAFRA, trata-se de uma cultura com mais de cem anos de história, ligada inicialmente a pequenas explorações familiares. “O Limão da região de Mafra tem um histórico de produção há mais de um século”, refere.
Ao longo das últimas décadas, a transformação do território teve impacto na estrutura produtiva. O crescimento urbano e turístico levou ao desaparecimento de muitas parcelas agrícolas, reduzindo o número de produtores. Ainda assim, as explorações que permaneceram no setor aumentaram a sua dimensão e capacidade produtiva. “Eram pequenos produtores, muito atomizados, numa zona com muito apetite para a construção e para o turismo. Muitas das parcelas desapareceram, diminuiu muito o número de produtores, mas os outros que ficaram aumentaram a produção”, explica.
Apesar da redução do número de explorações, o dirigente acredita que a produção global se manteve estável ou até aumentou: “Atrevo-me a dizer que a produção estabilizou ou cresceu. Nos últimos 20 anos houve um crescimento na produção com áreas maiores, embora tenha diminuído o número de produtores”.
Segundo Domingos dos Santos, a constituição da associação resulta sobretudo de uma exigência legal associada ao processo de certificação
“O que motivou a criação da Associação foi uma obrigação legal, neste momento, para gerirmos um processo de pedido de reconhecimento de Indicação Geográfica Protegida”, conta (…).

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