Em 2003 comecei a trabalhar com o José Godinho, que era então o meu mentor e que é hoje colega no Instituto de Planeamento Regenerativo. Já fazia nessa altura o que muita gente chama hoje de agricultura regenerativa: atenção ao solo, à cobertura, ao ciclo da matéria orgânica, à relação entre animal e solo, à observação paciente antes da intervenção. Era agricultor biológico, certificado, comprometido com uma filosofia que levava a sério. Essa geração toda tinha essa seriedade.
Vinte e dois anos depois, o que noto quando olho para o que circula sob o nome de agricultura regenerativa é uma familiaridade incómoda. As práticas são em grande medida as mesmas. A filosofia é em grande medida a mesma. Mudou o nome e mudou o ecossistema de conferências, de certificações, de marcas de produto e de consultores que vivem da novidade. Mas o que se faz no campo, na maioria dos casos em que vejo o rótulo aplicado, é bio com outra embalagem.
Digo isto sem querer diminuir a agricultura biológica. Digo-o precisamente porque sei o que custou àquela geração construí-la com seriedade, muito antes de ser trendy. O que me incomoda é a repetição do ciclo. Bio tornou-se mainstream, perdeu parte do rigor, ficou associada a certificações burocráticas e prémios de preço. Apareceu a permacultura, com mais ambição sistémica. Depois a agricultura regenerativa, com mais capital e mais visibilidade mediática. E em cada transição, o que muda primeiro é o vocabulário. O que muda por último, quando muda, é o que acontece no território.
O que "regenerativo" significa, biologicamente
Antes de discutir práticas agrícolas, vale a pena perceber o que o adjectivo "regenerativo" significa em biologia. Não como metáfora. Como processo.
Em biologia, regeneração é a capacidade que um sistema vivo tem de restaurar função e estrutura após dano, perturbação ou perda. Não é recuperar o estado anterior: é recuperar a capacidade de funcionar. Uma salamandra que regenera um membro não produz o membro exacto que perdeu, mas produz um membro funcional. Um ecossistema que regenera após fogo não restaura a comunidade exacta de espécies, mas restaura os processos, o ciclo da água, o ciclo de nutrientes, a cadeia trófica, que permitem ao sistema continuar a funcionar e a evoluir.
A distinção entre sustentável e regenerativo deriva directamente daqui. Sustentável significa manter o estado actual sem o degradar. Regenerativo significa melhorar activamente a função do sistema ao longo do tempo. Um solo sustentável não perde matéria orgânica. Um solo regenerativo ganha-a.
O motor biológico de qualquer sistema agrícola verdadeiramente regenerativo é o solo vivo. Não o solo como substrato químico. O solo como ecossistema: bactérias, fungos, nemátodes, protozoários, minhocas, cada nível alimentando o seguinte, cada nível servindo a nutrição das plantas de formas que a fertilização química não consegue replicar. Os fungos micorrízicos, que colonizam as raízes e estendem a superfície de absorção do sistema radicular por um factor de centenas, trocando fósforo e micronutrientes por carbono fotossintético. As redes bacterianas que fixam azoto atmosférico e o disponibilizam em formas assimiláveis. A fracção húmica que estabiliza carbono, retém água e mantém agregados estáveis que resistem à erosão.
O indicador que integra tudo isto é o carbono orgânico do solo. É o único número que mede se um sistema está ou não a regenerar, porque o carbono orgânico só aumenta quando a biologia do solo está activa, quando a cobertura é suficiente, quando a perturbação física é limitada, quando a água permanece tempo suficiente no perfil para que os ciclos se completem. Um solo com carbono orgânico crescente está a regenerar. Um solo com carbono orgânico estável está a sustentar-se. Um solo com carbono orgânico em queda está a degradar-se, independentemente do nome que se dê ao sistema de produção. Este é o critério. Tudo o resto são práticas que servem este critério, ou não servem.
Uma genealogia de pensamento
O que hoje se chama agricultura regenerativa não surgiu do nada. Tem uma genealogia específica, com pessoas concretas, datas concretas e contribuições que se distinguem claramente umas das outras. Conhecer essa genealogia é útil precisamente porque evita a ilusão de que estamos a inventar algo novo.
Rudolf Steiner foi provavelmente o primeiro a propor, em 1924, que a exploração agrícola deve ser tratada como organismo vivo e não como máquina de produção. As suas conferências sobre agricultura, proferidas nesse ano, introduziram a ideia de que solo, planta, animal e humano formam um sistema de relações que não pode ser reduzido a inputs e outputs químicos. A agricultura biodinâmica que daí derivou tem aspectos difíceis de defender cientificamente, mas o princípio central, a exploração como organismo integrado, resistiu e fundou uma tradição de pensamento sistémico que influenciou todos os que vieram depois.
Masanobu Fukuoka chegou à sua conclusão por outro caminho, a partir da observação directa de campos de arroz e de trigo no Japão. A sua Revolução de Uma Palha, livro publicado em 1975, propõe que a agricultura regenerativa é essencialmente o abandono progressivo da intervenção desnecessária: não lavrar, não fertilizar, não desinfectar. Fukuoka não estava a ser passivo. Estava a observar com tanta precisão que entendia quando a intervenção era necessária e quando era destrutiva. A sua quinta em Shikoku produzia rendimentos comparáveis à agricultura convencional sem qualquer um dos inputs que a agricultura convencional considera indispensáveis. O que ensinava era, antes de tudo, a observar. E só depois agir. Isto é mais difícil do que parece.
Percival Alfred Yeomans, agrónomo australiano que trabalhou principalmente nas décadas de 1940, 1950 e 1960, desenvolveu o Keyline Design como sistema de gestão hídrica à escala da propriedade. O seu livro The Keyline Plan, publicado em 1954, foi o primeiro livro alguma vez escrito sobre design funcional de paisagem à grande escala. A contribuição central de Yeomans foi perceber que a água é o organizador primário do território, e que a geometria do terreno, lida com precisão, indica onde a água pode ser retida, redistribuída e infiltrada. A Escala de Permanência, que ordenou os elementos de uma propriedade por grau de dificuldade de alteração, deu ao planeamento territorial uma sequência lógica que permanece a mais sólida que conheço. David Holmgren, co-fundador da permacultura, descreveu Yeomans como a primeira pessoa a desenvolver um sistema de design funcional de paisagem à grande escala.
Bill Mollison e David Holmgren publicaram o livro Permaculture One em 1978, e Mollison publicou o Permaculture: A Designers' Manual em 1988, o texto fundador da permacultura como sistema de design. A contribuição da permacultura foi sistematizar o que práticas dispersas faziam de forma intuitiva: zonamento por intensidade de uso, análise de sectores, análise de inputs e outputs, princípios de design que derivam da observação de padrões naturais. Os doze princípios de Holmgren, observar antes de agir, captar e armazenar energia, produzir zero desperdício, integrar em vez de segregar, usar e valorizar a diversidade, não são receitas. São lentes de observação que, quando aplicadas com rigor ao nível do território inteiro, mudam radicalmente o que se vê e o que se decide.
Allan Savory, biólogo zimbabweano, sistematizou o Holistic Management nos anos 1980 a partir da observação de que as grandes pastagens africanas se degradam na ausência de pastoreio intensivo em movimento, não por excesso de pastoreio. A ideia contraintuitiva, que perturbação animal concentrada seguida de período longo de recuperação é o que mantém pastagens complexas e solos vivos, foi demonstrada em projectos de vários países e tornou-se o fundamento do pastoreio rotativo tal como é praticado hoje. A metodologia de Planned Holistic Grazing integra o maneio animal numa perspectiva sistémica que inclui objectivos financeiros, sociais e ecológicos. A sua tese sobre reversão de desertificação continua controversa no meio académico, mas a base metodológica do pastoreio rotativo como ferramenta de regeneração de solo está bem suportada pela evidência.
Joel Salatin, agricultor da Virgínia cuja Polyface Farm se tornou uma referência do movimento, demonstrou na prática o que Savory propôs na teoria. O sistema de Salatin integra bovinos, galinhas, porcos e coelhos num ciclo de rotação em que cada espécie completa um trabalho que a seguinte aproveita. Os bovinos pastam, as galinhas seguem três dias depois e rascam o estrume para controlar parasitas e fertilizar, os porcos chegam no Inverno e trabalham o solo. Cada espécie serve os inputs de outra. Cada output é recurso, não resíduo. Salatin documenta este sistema com rigor quantitativo que a maior parte do movimento regenerativo não aplica: produção por hectare, custo por unidade, rentabilidade comparada com agricultura convencional.
O que esta genealogia mostra é que o pensamento sobre regeneração territorial tem quase cem anos de desenvolvimento, com contribuições específicas, verificáveis, com metodologias distintas que se complementam mas não são intercambiáveis. O que é novo não é o pensamento. É o rótulo.
O ciclo do rótulo e a evidência corporativa
As práticas que os referenciais globais de agricultura regenerativa listam como centrais, mobilização mínima do solo, culturas de cobertura, rotações diversificadas, integração animal, pastoreio rotativo, agro-floresta, são as mesmas práticas que a agricultura biológica certificada definia como suas nos anos 2000. A sobreposição é quase total. Um artigo publicado em Dezembro de 2024 na revista Frontiers in Sustainable Food Systems, da Universidade de Calgary, constata exactamente isso e traça o paralelo histórico: o sistema industrial integrou facilmente o pilar central da agricultura biológica, que era produzir sem químicos sintéticos, mas abandonou os pilares mais transformadores, como a distribuição alternativa de alimentos e o foco em produtos inteiros não processados. O artigo alerta que a agricultura regenerativa está a percorrer o mesmo caminho. As definições baseadas em processos são as mais vulneráveis à cooptação porque permitem que qualquer produtor marque caixas sem mudar fundamentalmente a sua abordagem. Os dados confirmam esta trajectória. O New Climate Institute analisou em 2024 as estratégias climáticas de trinta das maiores empresas alimentares e agro-industriais do mundo e concluiu que a maioria usa o rótulo regenerativo sem estabelecer metas mensuráveis ou alterar práticas de fundo. Um estudo publicado na revista Globalizations analisou vinte e um programas corporativos e documentou, empresa a empresa, o padrão de cooptação: adopção da linguagem, absorção das práticas mais simples, abandono das dimensões transformadoras. A rede de investidores FAIRR concluiu em 2023 que cinquenta de setenta e nove grandes corporações alimentares mencionam agricultura regenerativa nos seus relatórios de sustentabilidade, mas menos de metade estabeleceu metas concretas e verificáveis.
O caso mais revelador é o da ADM, uma das maiores empresas de processamento agrícola do mundo. Em 2023 inscreveu dois vírgula oito milhões de acres no seu programa re:generations, desenhado explicitamente como programa de adesão simplificada. Quando os agricultores inscritos foram inquiridos sobre o que os motivou a participar, a resposta mais frequente foi "facilidade de inscrição." O que recebiam: até vinte e cinco dólares por acre (0,4 hectares) por ano, por práticas de cobertura do solo e mobilização reduzida que a agricultura biológica pratica há décadas. O que a ADM recebia: créditos de carbono para os seus objectivos de redução de emissões Scope 3.
É também revelador que Bayer e Syngenta, duas das maiores empresas de pesticidas do mundo, tenham lançado os seus próprios programas de agricultura regenerativa, a Bayer com metas de dez milhões de acres. Quando as empresas que vendem glifosato encabeçam a transição para a agricultura regenerativa, o problema de definição deixou de ser académico.
A sequência como método
O que distingue trabalho sério de trabalho bem comunicado não é a lista de práticas. É a ordem em que as decisões são tomadas, e o rigor com que os limites físicos do território governam essa ordem.
A sequência correcta, tal como a Escala de Permanência de Yeomans a sistematizou e como o Terracrua Design a operacionalizou, é esta: primeiro a água, depois os acessos, depois o zonamento, depois a produção. Esta ordem não é estética nem teórica. É consequência directa de uma observação sobre a reversibilidade. O sistema hídrico de um território, as bacias, os keypoints, as estruturas de retenção, é quase irreversível. Uma barragem mal localizada, um spillway subdimensionado, um keypoint ignorado são erros que custam décadas e recursos que a maioria das explorações não tem. Os acessos são menos permanentes mas ainda estruturantes, porque cada caminho que se abre num terreno é também um sistema de drenagem que vai funcionar, bem ou mal, com cada chuva que cair. O zonamento é mais flexível. A produção é o mais reversível de tudo.
Esta sequência tem uma implicação que a maioria das abordagens regenerativas ignora: a produção é a última decisão, não a primeira. Quando um produtor chega a nós com intenção de plantar vinha ou criar gado em sistema extensivo, o primeiro movimento não é planear a vinha ou as pastagens. É perceber para onde vai a água, de onde vem o escoamento e onde estão os keypoints. Que bacias existem dentro da propriedade e que volume de retenção elas permitem. Só depois de ter essa leitura é que qualquer outra decisão faz sentido.
O sistema de água inclui regras que não são negociáveis. Toda a estrutura de retenção precisa de spillway dimensionado para o período de retorno de cem anos. Toda a água que sai de um caminho tem de ser entregue a solo vivo através de uma estrutura de absorção, seja uma zuni bowl, uma media luna ou uma bacia de infiltração. Nenhum caminho pode ter declive superior a oito por cento porque acima disso transforma-se em canal de erosão. Estas não são preferências de design. São limites físicos derivados de décadas de erros no campo.
O mesmo rigor aplica-se à lógica de priorização das obras. Antes de qualquer intervenção, a pergunta correcta é: que estruturas retêm mais água com menos infra-estrutura? Este critério determina a sequência de implementação. Muitas estruturas pequenas bem localizadas ao longo de uma bacia são sempre superiores a poucas mas grandes, tanto no custo como na distribuição do benefício pelo território. A retenção distribuída é o princípio. A barragem grande que resolve tudo de uma vez é o erro mais comum no planeamento hídrico rural.
O faseamento decorre desta lógica. As estruturas com melhor relação benefício/custo de infra-estrutura são feitas primeiro. Depois as de relação razoável. Depois as complementares. Este faseamento não é determinado por conveniência ou por orçamento disponível no primeiro ano. É determinado pela eficiência territorial.
A análise de inputs e outputs como critério de honestidade
Há uma ferramenta de design que raramente aparece na conversa sobre agricultura regenerativa e que é, na nossa perspectiva, um dos critérios mais honestos para avaliar se um sistema é ou não genuinamente regenerativo: a análise de inputs e outputs. A lógica é simples. Cada elemento de um sistema tem necessidades, que são os seus inputs, e produz algo, que são os seus outputs. O galinheiro precisa de comida, água e abrigo; produz ovos, estrume e controlo de parasitas. O pomar precisa de fertilidade e polinizadores; produz fruta, folhagem e sombra. A charca precisa de bacia contributiva; produz água para animais, habitat, microclima e reserva contra incêndio. O critério de um sistema bem desenhado, na formulação de Mollison, é que os outputs de cada elemento sirvam os inputs de outros elementos. Que a fertilidade se feche em ciclos internos. Que a energia, a água, os nutrientes circulem em vez de saírem.
Aplicado como critério de avaliação, isto faz uma pergunta incómoda: quantas explorações que usam o rótulo regenerativo compram ainda a maior parte da sua fertilidade de fora? Compram palha para cobertura porque o sistema não produz cobertura suficiente internamente. Compram composto porque o efectivo animal é insuficiente para fechar o ciclo de nutrientes à escala da exploração. Compram sementes todos os anos porque não há selecção e multiplicação internas. Um sistema que usa práticas melhores mas permanece igualmente dependente de fora não é um sistema fechado. É um sistema convencional com substituição de produtos.
A diferença entre agricultura verdadeiramente regenerativa e agricultura biológica melhorada está precisamente aqui: em quanto do que o sistema precisa é produzido internamente, e em quanto do que produz volta a alimentar o próprio sistema. Esta análise raramente é feita de forma rigorosa. Quando é feita, os resultados são frequentemente desconfortáveis.
O que fazemos de diferente
No Terracrua Design e no Instituto de Planeamento Regenerativo a entrada num projecto começa sempre pela leitura hidrológica do território. Não pela intenção do produtor. Não pelo plano de negócios. Não pela espécie a produzir. Pela leitura do terreno.
Isso implica identificar keypoints, delimitar bacias internas, calcular áreas contributivas, perceber para onde vai o escoamento com cada evento de precipitação. Implica perceber quais os acessos existentes que estão a funcionar como canais de drenagem acelerada e que solos estão a perder para o rio em cada Inverno. Implica perceber onde estão as fugas de água do sistema antes de propor qualquer estrutura nova.
A sequência que seguimos, água, acessos, zonamento, produção, é depois aplicada com as suas regras duras. Nenhum acesso com declive superior a oito por cento. Nenhuma estrutura hídrica sem spillway dimensionado. Nenhuma entrega de água ao terreno sem estrutura de absorção. Estas regras não existem porque somos conservadores. Existem porque testámos o que acontece quando são violadas, em projectos reais, em contextos reais, e sabemos quanto custa corrigir.
O pastoreio rotativo, quando existe, é desenhado sobre este sistema. As células de pastoreio correspondem à geometria do território e aos sistemas de água. O efectivo e a duração em cada célula são calibrados pela resposta do solo e da vegetação, não por um calendário fixo.
No final de qualquer projecto bem feito, a pergunta que fazemos é sempre a mesma: o que é que este sistema ainda precisa de fora? Onde estão as fugas? O que falta fechar? Não porque a auto-suficiência seja um objectivo realista a curto prazo. Mas porque a direcção importa. Um sistema que a cada ano precisa de menos inputs externos e cujo carbono orgânico do solo está a crescer está a regenerar. Um sistema que usa práticas melhores mas mantém os mesmos inputs externos e cujo solo não muda está apenas a substituir.
Mudar o rótulo não chega
O ciclo vai continuar. A agricultura regenerativa vai tornar-se mainstream, vai perder parte do rigor, vai ser certificada e associada a prémios de preço, e eventualmente vai aparecer outro nome com a mesma promessa. Já aconteceu antes.
O que me interessa é perceber o que distingue trabalho sério de trabalho bem comunicado. A distinção é relativamente simples: trabalho sério começa pelo território inteiro, usa sequências determinadas pela física e não pela conveniência, fecha os ciclos de inputs e outputs, e mede a regeneração pelo que efectivamente mudou no sistema. O critério não é a lista de práticas adoptadas. É o carbono orgânico do solo. É a taxa de infiltração da água. É a biodiversidade do perfil. É a quantidade de inputs externos que o sistema ainda precisa de comprar.
Se esses números não estão a melhorar, o rótulo não importa.
Aquela geração da agricultura biológica dos anos 2000 sabia isto sem chamar-lhe nada em particular. O que lhe chamamos é secundário. O que medimos no fim, não é.
Artigo de opinião de Nuno Mamede Santos
Fundador da Terracrua Design e do Instituto de Planeamento Regenerativo. Com mais de vinte anos de experiência em três continentes, dedica-se ao planeamento territorial regenerativo, integrando hidrologia, ecologia e economia numa visão sistémica do território.