Entrevista a Filipe Silva e Ana Cristina Rodrigues • Centro de Pós-Colheita e Tecnologia ACE – RochaCenter.
Criado em 2017 para responder a desafios críticos na conservação e produção da pera Rocha, o RochaCenter tornou-se uma referência na investigação pós-colheita em Portugal.
Falámos com Filipe Silva, do conselho Técnico-Científico e Ana Cristina Rodrigues, coordenadora do Centro, para perceber como a falta de conhecimento, as novas exigências do mercado e a proibição de substâncias como a DPA (difenilamina) impulsionaram o nascimento desta estrutura e moldaram o seu papel estratégico no setor.
Quais foram as principais necessidades ou desafios no setor que levaram à criação do RochaCenter em 2017?
As dificuldades na conservação da pera Rocha, decorrente da falta de investigação aplicada ao setor e a necessidade de respostas baseadas em evidência científica, nomeadamente com a proibição da União Europeia de um antioxidante amplamente utilizada em todo o mundo, conhecido como DPA (difenilamina).

Que lacunas existiam na área da pós-colheita em Portugal antes da constituição do Centro?
– Falta de conhecimento e investigação na área;
– Falta de técnicos especializados na área de pós-colheita nas centrais de fruta;
– Falta de vigilância de novas tecnologias;
– Segregação de soluções comerciais pela sua eficácia.
Qual foi o papel dos produtores e empresas do setor na criação deste agrupamento complementar de empresas?
A falta de conhecimento e de domínio das novas tecnologias e de gestão do pós-colheita nas centrais fruteiras, levou a que os produtores estivessem disponíveis a aceitar este desafio. O RochaCenter levou à mobilização dos produtores, através das empresas, para a disponibilização de fundos para a compra de equipamentos e materiais bem como para o pagamento de recursos humanos qualificados (…).
→ Leia a entrevista completa na edição de abril 2026 da Revista Voz do Campo.





