1 – Estado do tempo e sua influência na agricultura.

De um modo geral, o estado do tempo refletiu as condições típicas de outono na região centro, com atmosferas saturadas e variações térmicas em dias de céu limpo. A precipitação foi abundante ao longo do mês, com picos de intensidade entre os dias 12 e 14 associados à depressão Cláudia que atingiu todo o país, tendo sido benéfica para repor os níveis freáticos e aumentar a humidade nos solos agrícolas. As temperaturas baixaram na generalidade tendo ocorrido as primeiras geadas.

Nas zonas do litoral, no Baixo Vouga, as condições meteorológicas condicionaram as mobilizações do solo para preparação das sementeiras e a realização dos trabalhos agrícolas da época, bem como restringiram o pastoreio dos animais, especialmente em zonas baixas onde as parcelas ainda se encontram inundadas. Foram registadas temperaturas médias máximas de 18,8 oC e mínimas de 9,4oC.

No Baixo Mondego, a depressão Cláudia trouxe chuvas muito intensas e ventos fortes, o que causou alguns alagamentos graves do solo em especial nas culturas de arroz. A precipitação máxima acumulada registada na EM de Coimbra foi de 302,6 mm. As condições meteorológicas provocaram o alagamento dos solos dificultando as colheitas designadamente do arroz e milho, permitiram iniciar de forma muito residual as sementeiras dos cereais praganosos, a colheita de kiwi e de azeitona.

No Pinhal Litoral, verificou-se uma amplitude térmica mais acentuada com a temperatura mais elevada a registar 22°C e a mais baixa – 0,18°C. A humidade relativa manteve-se muito elevada ao longo do mês, com várias estações a atingir 100% de saturação. A humidade média variou entre 82% e 88%. A precipitação ocorreu em cerca de 20 dias, totalizando 275 mm. A precipitação ocorrida em regime torrencial provocou cheias no perímetro agrícola do Vale do Lis, decorrentes do excesso de água das zonas envolventes, que naturalmente drenam para as áreas mais baixas. Este excesso de água inundou os campos agrícolas deste perímetro hidroagrícola, gerando impactos que ainda não podemos quantificar, sendo possível avaliá-los apenas após a colheita do milho-grão e do arroz. Também se esperam impactos nas culturas forrageiras, uma vez que não houve condições para a sua sementeira (…).

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