“Entendo que há aqui muita motivação, muito saber e há aqui muitas pessoas que têm uma enorme vontade de continuar a produzir arroz, a produzir milho nesta região, naturalmente honrando o passado de toda esta região, mas mais do que isso, numa perspetiva de futuro e de criar a riqueza para a região e para o país.

E, portanto, há fundadas razões para acreditarmos que esta região tem muito futuro na produção destas culturas, mas também temos de abrir espaço para, eventualmente, criarmos aqui outras culturas, para fazer aqui uma diversificação daquilo que tem aqui sido feito, para também conseguirmos responder aos desafios do mercado global.
Sabemos que estes agricultores passam por algumas dificuldades, têm vários constrangimentos, naturalmente pela concorrência, pelo valor do produto no mercado e é importante que as entidades públicas, como a CCDR, naturalmente, e o Governo estejam ao lado destes agricultores na busca de soluções para que eles possam ter a maior rentabilidade possível para continuarem com as suas produções e com as suas culturas. Neste momento, aquilo que está previsto, para além do apoio certificado até aos 10 mil euros, há, naturalmente, o apoio previsto no âmbito do PEPAC, para quem teve quebras naquilo que diz respeito aos fatores de produção até 30%, para a reposição do potencial produtivo e aquilo que o Governo português fez e está a tratar junto da União Europeia deste assunto, é a ativação do Fundo da Reserva Agrícola da União Europeia, para poder dar alguma cobertura aos prejuízos que os agricultores vão sofrer pelas culturas que não puderam e que não podem efetivamente cultivar nesta altura e que já estão irremediavelmente perdidas” (…).
Excerto da entrevista concedida por Vasco Estrela, Vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro para a área da Agricultura e Pescas, à revista Voz do Campo, realizada no âmbito do XVIII Seminário ’Agricultura no Baixo Mondego’, que teve lugar no passado dia 6 de março.
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