A UCADESA manifesta a sua profunda preocupação relativamente ao atraso no início da atividade das Organizações de Produtores de Sanidade Animal (OPSA), no âmbito do Plano Nacional de Saúde Animal para 2026, atualmente dependente da conclusão de um concurso internacional para a prestação de serviços de análises laboratoriais.
Este processo, marcado por uma crescente complexidade burocrática, tem vindo a provocar atrasos sucessivos de ano para ano, sendo que, no cenário mais otimista, o arranque das atividades apenas ocorrerá no mês de maio. Esta situação coloca seriamente em causa não só a viabilidade das OPSA, mas também a defesa sanitária da região e do país.
As OPSA têm assegurado, com elevado esforço, a continuidade dos serviços e a manutenção dos postos de trabalho, suportando encargos durante todo o ano, apesar de apenas conseguirem desenvolver atividade efetiva durante 8 a 9 meses. Paralelamente, são confrontadas com a exigência de cumprimento integral do plano sanitário até ao final do ano civil, o que obriga ao reforço de equipas num contexto de escassez de recursos humanos qualificados e que requerem períodos prolongados de formação prática.
Num momento particularmente sensível, marcado por ameaças sanitárias relevantes na proximidade do território nacional, não é aceitável que a sanidade animal permaneça condicionada por entraves administrativos. A UCADESA manifesta, por isso, a sua insatisfação com a forma como este processo tem sido conduzido, apelando a uma revisão urgente dos procedimentos, com vista a garantir previsibilidade, eficiência e estabilidade no funcionamento do sistema de saúde animal.
A proteção da sanidade animal é um pilar estratégico do setor pecuário e da economia nacional, exigindo uma atuação mais célere, eficaz e alinhada com as necessidades do terreno.
Comunicado UCADESA – União das Cooperativas Agrícolas de Defesa Sanitária de Entre Douro e Minho U.C.R.L.
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