UM ANO E MEIO DEPOIS DO LANÇAMENTO DA NOVA GAMA DE VACINAS PARA BOVINOS

Praticamente um ano e meio após o lançamento da nova gama de vacinas contra os principais vírus respiratórios e reprodutivos em bovinos, a HIPRA faz um balanço extremamente positivo daquela que foi uma das maiores inovações recentes na vacinação de bovinos. Introduzida no verão de 2024, a nova gama de vacinas marcou um ponto de viragem ao reunir numa única vacina pentavalente a proteção contra BVDV tipo 1 e 2 (Vírus da Diarreia Viral Bovina), IBR (Rinotraqueíte Infeciosa Bovina), BRSV (Vírus Sincicial Respiratório Bovino) e PI-3 (Vírus da Parainfluenza Bovina). Trata-se de uma vacina viva e marcada para IBR, e pela primeira a nível mundial, uma vacina marcada para BVDV tipo 1 e 2, com proteção fetal comprovada.

UMA SOLUÇÃO INTEGRADA PARA A SIMPLIFICAÇÃO DOS PROTOCOLOS VACINAIS

Ao longo destes 18 meses, esta nova vacina pentavalente tem vindo a ser integrada em inúmeros programas sanitários, apoiando médicos veterinários e produtores na simplificação dos protocolos vacinais, na melhoria do controlo sanitário e no aumento da saúde e produtividade dos efetivos.

Falámos com Deolinda Silva, diretora dos Serviços Técnicos de Ruminantes da HIPRA ANIMAL HEALTH PORTUGAL, para perceber como esta vacina se afirmou no terreno e que aprendizagens resultam da sua utilização prática.

Deolinda Silva, diretora dos Serviços Técnicos de Ruminantes da HIPRA ANIMAL HEALTH

Passado um ano e meio desde o lançamento desta nova vacina, que balanço faz a HIPRA da sua utilização no terreno?
O balanço é extremamente positivo. Quando lançámos esta gama de vacinas, sabíamos que estávamos a propor uma mudança de paradigma na medicina veterinária, mas era fundamental confirmar, no terreno, que essa mudança fazia realmente a diferença no dia a dia dos médicos veterinários e dos produtores, principalmente com a vacina pentavalente.

“Hoje podemos dizer, com confiança, que esta vacina inovadora se consolidou como uma ferramenta prática, eficaz e segura, ajudando a simplificar protocolos vacinais e a tomar decisões mais estratégicas no controlo das principais doenças virais dos bovinos: BVDV 1 e 2, IBR, BRSV e PI-3”

A Doença Respiratória Bovina (DRB) continua a ser uma das grandes preocupações na prática clínica. Que papel tem tido esta nova vacina neste contexto?
A DRB continua a ser, sem dúvida, um dos maiores desafios nos efetivos de bovinos jovens. Ao longo deste ano e meio, confirmámos que a utilização desta vacina contribui para uma gestão muito mais tranquila dos lotes, simplifica o maneio, e demonstrou ter um impacto muito relevante na redução da incidência de casos de doença respiratória, assim como na diminuição do número de animais com infeção crónica. Na prática, isto traduz-se em menos animais doentes e menos tratamentos antibióticos. Além disso, os ganhos em desempenho produtivo, como melhores ganhos médios diários, reforçam que a prevenção bem feita tem benefícios diretos e mensuráveis (…).

Leia este e outros artigos na Revista Voz do Campo (edição de março 2026)

RECEBA TODOS OS MESES A REVISTA VOZ DO CAMPO

→ Subscreva aqui

 

EDIÇÕES MAIS RECENTES:


Caso pretenda adquirir ou aceder integralmente a alguma edição em especial, enviem-nos o pedido por e-mail: assinaturas@vozdocampo.pt

→ Assinatura da Revista Voz do Campo


Existem ainda outras edições mais antigas, disponíveis só por consulta.