Bruno Caldeira, coordenador da área de Sustentabilidade e diretor da área de Desenvolvimento de Negócios da Consulai, refletiu sobre o futuro da sustentabilidade “do campo ao copo”. Na sua intervenção num evento recentemente organizado pela NATURALFA, em Gondomar — Encontro: Sustentabilidade do Setor Vitivinícola Sem Filtros – estratégia, prática e oportunidade — sublinhou que o conceito de sustentabilidade deve ir além dos aspetos tradicionalmente associados ao tema.“Nós, tipicamente, quando pensamos em sustentabilidade, pensamos na biodiversidade, no serviço do ecossistema, na biologia, na preservação dos recursos, no solo, e tudo isto está certo. É assim que deve ser”, afirma. No entanto, sublinha que, no futuro, a sustentabilidade estará cada vez mais ligada à gestão e partilha de informação: “Em grande medida, a sustentabilidade vai-se basear na partilha de informação, na partilha de dados”.

“Tanto o pequeno como o grande agricultor são produtores de informação relevante ao longo de toda a cadeia de valor”

“O agricultor é uma fábrica de produção de informação e essa informação é relevante ao longo da cadeia de valor. As grandes empresas e a distribuição precisam de dados para comunicar as suas estratégias de sustentabilidade”, defende. Nesse contexto, alerta para o risco de exclusão de quem não acompanhar esta evolução. “Os agricultores que não acompanharem este momento, em que há esta necessidade de partilha de informação, poderão ficar excluídos”, afirma Bruno Caldeira, referindo ao mesmo tempo que a seleção dos produtores poderá passar não apenas pelas práticas adotadas, mas também pela capacidade de apresentar evidências. “Serão selecionados pela capacidade de provar que aquilo que fazem, fazem bem e está correto”, insiste.

“As pessoas vão querer saber mais sobre os produtos que consomem”.

Como exemplo, apresentou a iniciativa francesa AGRIBALYSE, lançada em 2010 pelo governo francês. “O que traz aqui de interessante é o esforço de olhar para o mercado agroalimentar nacional e traduzir esse consumo em indicadores ambientais”, clarifica. A base de dados analisa produtos variados e avalia impactos como a pegada de carbono, acidificação, ecotoxicidade e eutrofização (…).

→ Leia a reportagem completa publicada na edição de janeiro 2026 da Revista Voz do Campo.

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