Enquanto Entidade Gestora do Referencial, a ViniPortugal tem como missão a coordenação geral da Certificação Nacional de Sustentabilidade dos operadores económicos e a gestão das permissões das entidades certificadoras, bem como a comunicação e divulgação do Referencial Nacional. Cabe à Entidade Gestora reconhecer as empresas de certificação qualificadas para este Referencial.

Cada vez mais produtores portugueses estão a adotar boas práticas e a procurar obter esta certificação. Neste momento, a ViniPortugal tem 62 empresas certificadas e espera que muitas mais se juntem a este movimento. O Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola é uma ferramenta de trabalho para as organizações do setor vitivinícola nacional. Com esta ferramenta, passa a ser possível a certificação das organizações, podendo ser evidenciada a nível dos mercados nacional e internacional, também através do produto comercializado. Atualmente, há um total de 62 empresas certificadas.

Consulte aqui:

→ “62 empresas certificadas”

As linhas orientadoras do Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola são:

Simplicidade: Referencial explicita através duma formulação simplificada e transparente, sem prejuízo de preconizar o modelo de melhoria contínua.

Credibilidade: Referencial assegura um modelo de credibilização à luz dos sistemas existentes e dos modelos internacionais em vigor.

Abrangência nacional: Um referencial de âmbito nacional, tendo em consideração as especificidades de cada região onde o operador exerce a sua atividade.

Inclusividade: Referencial inclusivo, universal e equitativo, prevendo a sua aplicação e acessibilidade a organizações de micro, pequena, média e grande dimensão, bem como às organizações com atividade multiregional.

“HÁ POUCO TEMPO PARA AÇÕES CORRETIVAS”

Foi uma mensagem da Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento: O Nosso Futuro Comum (1988). E ainda refere que: “Enquanto os cientistas continuam a investigar e debater causas e efeitos, em muitos casos já sabemos o suficiente para justificar uma ação. Isto é verdade local e regionalmente em casos de ameaças como: desertificação, desflorestação, resíduos tóxicos e acidificação; e é verdade globalmente para ameaças como: alterações climáticas, redução da camada de ozono, e extinção de espécies”.

Nos objetivos da reforma da PAC está definida a importância de abordagens sociais, económicas e ambientais no sentido de alcançar um sistema sustentável de produção agrícola, o que implica que cada EM, na definição do PEPAC tenha de refletir estas prioridades na construção da arquitetura dos seus programas; na revisão desses Planos Estratégicos Nacionais de aplicação da PAC, a Comissão Europeia verificará a sua coerência com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu, e monitorizará os progressos no sentido da sua realização. Por tudo isto, a definição de iniciativas de sustentabilidade no setor agrícola (quer sejam setoriais, regionais ou nacionais) são de extrema importância para garantir uma disseminação de práticas e para apoiar a diferenciação da produção nos mercados de consumo.

O setor vitivinícola, pela sua importância territorial, económica, social e ambiental, pode liderar este “caminho” e desempenhar o seu papel na realização dos objetivos de sustentabilidade. Esta crescente importância da questão da sustentabilidade, em particular no setor vitivinícola, tem conduzido a OIV a liderar a discussão do tema e a partilhar definições, conceitos e práticas operacionais dentro do setor.

GUIA PARA A IMPLEMENTAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA VITIVINICULTURA SUSTENTÁVEL

Este Referencial seguiu a Resolução OIV-VITI 641-2020 (GUIA PARA A IMPLEMENTAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA VITIVINICULTURA SUSTENTÁVEL) onde são identificados os principais desafios colocados ao setor vitivinícola na adaptação da abordagem de sustentabilidade:

Manter um mercado sustentável de acordo com as expetativas da sociedade, tanto dentro como fora da organização, mantendo a competitividade económica e produtiva;

Melhorar a confiança da sociedade nas empresas vitivinícolas através da implementação de uma abordagem baseada na sustentabilidade;

Desenvolver uma vitivinicultura sustentável com o objetivo de prevenir impactos ambientais negativos e de se adaptar às alterações climáticas, através da adequação das práticas de produção.

O Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola procura, assim, promover a sustentabilidade das organizações do setor, de diferentes tipologias de atividade, de diferentes dimensões e com diferentes níveis de evolução na implementação de práticas, no sentido que seja simples, inclusivo e credível.


ABRANGÊNCIA, SEGMENTAÇÃO E ORIENTAÇÕES GERAIS

Organizações Abrangidas

Este Referencial aplica-se a todas as organizações do setor vitivinícola nacional responsáveis e orientadas para a sustentabilidade, ou seja, aquelas que estão focadas na criação de valor económico, cultural, social e ambiental, cujas práticas e resultados são partilhados com os seus intervenientes e tendo em consideração preocupações ambientais e sociais.

As diferentes categorias de operadores abrangidos por este Referencial são: Destilador; Fabricante de Vinagre de vinho; Preparador; Engarrafador; Viticultor; Vitivinicultor-engarrafador.

Segmentação

O Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola adapta-se aos operadores nacionais do setor, sendo um documento com abrangência “universal”, independente da atividade e da dimensão das organizações.

No sentido de facilitar a aplicabilidade do referencial foram definidas duas tipologias de atividades: Desta forma, e de acordo com as recomendações da OIV, enquadram-se os diferentes operadores e famílias de produtos abrangidos (SIVV).


Orientações Gerais

As organizações que pretendem realizar uma avaliação devem começar por compreender o conceito de sustentabilidade, conforme definido pela OIV, bem como fazer uma leitura prévia do Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola.

As organizações devem fazer a sua avaliação, ao abrigo do Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola, relativamente à dimensão da totalidade da sua atividade em território nacional e não apenas de cada uma das suas empresas e/ou explorações.

Cada operador, com base na(s) sua(s) atividade(s), terá diferentes números de indicadores a cumprir. Portanto, embora o Referencial contenha 86 indicadores distribuídos em 17 capítulos, cada operador será avaliado apenas naqueles que se ajustam à sua atividade.

DOMÍNIOS, ÁREAS DE INTERVENÇÃO E INDICADORES

Com base na análise comparativa com as diversas iniciativas internacionais analisadas, apresentado no Relatório de Diagnóstico, e tendo, como referenciais de base, as resoluções OIV no âmbito da sustentabilidade para o setor vitivinícola, o Referencial foi construído tendo em consideração 4 vetores de intervenção centrais (domínios):

1. Gestão e Melhoria Contínua

2. Ambiental

3. Social

4. EconómicoO Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Setor Vitivinícola tem um conjunto de indicadores (86), dos quais 28 são indicadores “KO”, organizados em capítulos (17) e distribuídos pelos 4 Domínios de Intervenção.


ENTIDADES CERTIFICADORAS APROVADAS PELA VINIPORTUGAL

→ Para mais informação contacte a ViniPortugal: sustentabilidade@viniportugal.pt


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