Vivemos numa era em que a maior parte das marcas e empresas concentra os seus esforços ambientais até ao ponto de venda — desde a produção ao transporte e comercialização, há métricas, leis, certificados e ações sustentáveis sobretudo aparentes e bem visíveis. No entanto, a fase pós-venda — quando o produto entra nas mãos do consumidor e os resíduos se acumulam — é muitas vezes tratada como um “ponto final” de responsabilidade. Existem garantias e leis de data intelligence, mas e o planeta?

Se pensarmos bem o impacto ambiental de um produto começa a manifestar-se verdadeiramente após a compra. E isso tem números concretos e assustadores.
Os dados do colapso ambiental causado pelo grande consumo:
Segundo a conferência das Nações Unidas sobre o comércio e desenvolvimento, a produção global de plásticos alcançou 436 milhões de toneladas. E de acordo com o relatório da Organisation for Economic Co-operation and Development intitulado por Policy Scenarios for Eliminating Plastic Pollution by 2040, caso não haja políticas mais fortes, a produção global de plásticos deve crescer de 435 milhões de toneladas em 2020 para cerca de 736 milhões de toneladas em 2040 — um aumento de 70 %.
Por seu lado, o estado de arte do mercado continua sedimentado em pouco mais que os 3 Rs: Reciclar, Reduzir, Reutilizar – são necessários mas insuficientes.
Durante décadas, a política dos “3 Rs” tem sido o pilar das estratégias ambientais:
Reciclar, Reduzir e Reutilizar.
Mas a realidade é que em qualquer uma destas opções, continua a existir poluição.
Mesmo o plástico reciclado se degrada com o tempo.
Mesmo embalagens reutilizáveis têm um fim.
Mesmo com redução, os números continuam astronómicos.
Portanto, é altura de pensar além dos 3Rs.
É preciso o E de Equilíbrio.
Como aquele aluno terrível em desporto mas excecional em matemática avançada. Menos bom “aqui” mas equilibra com a Matemática. O “equilíbrio” balanceia e é por isso a opção óptima como medida política e incluso de cultura e marketing real consciente com a necessidade planetária em resolver realmente o elefante visível na sala.
Extinguir a responsabilidade ambiental na etapa da venda é um erro estrutural. Só com equilíbrio — entre consumo e regeneração — podemos aspirar a um futuro viável.
O que é o selo Floresta Amiga?
É um selo de marketing ambiental com marca nacional registada n.º 742579 (Classe Nice 35), sem aspirações de certificação, mas com uma ambição prática: plantar árvores em REN — Reserva Ecológica Nacional.
Cada projeto realizado com o selo ajuda a equilibrar em pequena escala a pegada ambiental de packaging e resíduos, ao mesmo tempo que comunica uma ação real ao consumidor final.
As empresas participantes podem despoluir entre 200 a 400 toneladas de CO₂ e outros poluentes com cada ação realizada, através de projetos florestais com espécies autóctones como o Pinheiro-Manso, capaz de capturar até 30 kg de CO₂ por ano.
O selo torna-se também um poderoso ativo de neuromarketing, afetando positivamente a perceção e decisão de compra.
Estudos científicos comprovam que plantar árvores é uma das formas mais eficazes de combater as alterações climáticas: Cada árvore plantada pode absorver, em média, 22 kg de CO₂ por ano (USDA Forest Service), contribuindo para mitigar as emissões da atividade económica. Uma floresta jovem com gestão sustentável pode capturar até 10 vezes mais carbono do que áreas degradadas (Nature Communications, 2021).
O selo Floresta Amiga é aplicável a produtos de grande consumo, serviços e marcas empresariais. Através do site www.floresta-amiga.pt, os consumidores poderão acompanhar todas as ações.
Sandra de Sá – Country Operations Manager
→ Estudo de CasoFloresta Amiga
geral@floresta-amiga.pt
www.floresta-amiga.pt
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