Qualidade e inovação aumentam a competitividade da fileira agroalimentar portuguesa, associada a hábitos alimentares saudáveis.

Visão geral da fileira

Destaca-se pela diversidade produtiva, capacidade de adaptação e elevado potencial de valorização, assumindo um papel central no desenvolvimento sustentável, na internacionalização da economia e na projeção da marca Portugal nos mercados globais.

Beneficiando de uma forte tradição agrícola e de uma indústria alimentar e de bebidas cada vez mais sofisticada, Portugal tem consolidado progressivamente a sua presença internacional. A combinação entre qualidade, diferenciação e capacidade exportadora tem permitido reforçar o posicionamento competitivo do país nos mercados externos.

A Fileira em Números

Volume de negócios
€34.945 M
Fonte: INE (2024)

Valor Acrescentado Bruto (VAB)
€7.918 M
Fonte: INE (2024)

Número de empresas
124.512
Fonte: INE (2024)

Número de colaboradores
327.491
Fonte: INE (2024)

Exportações
€10.551 M
Dados referentes a 2025

Mercados de exportação
193 mercados
Dados referentes a 2025

A fileira agroalimentar representa uma componente relevante do tecido empresarial português, reunindo cerca de 124 mil empresas em 2024, o equivalente a aproximadamente 7,9% do total nacional. Este universo integra atividades primárias – agricultura, pecuária, pesca e aquicultura – bem como a indústria alimentar e das bebidas, refletindo a diversidade e capilaridade do setor.

Em termos de emprego, a fileira envolve mais de 327 mil pessoas, evidenciando o seu peso social e a sua importância para a coesão territorial, sobretudo em regiões de menor densidade económica.

Em 2025, as exportações agroalimentares totalizaram 10,6 mil milhões de euros, representando cerca de 13,3% das exportações totais de bens de Portugal, reforçando o seu papel estratégico na economia nacional.

Portugal exportou para 193 mercados em 2025, mantendo a União Europeia uma posição dominante. Espanha destaca-se como principal parceiro, absorvendo cerca de 41,5% das exportações, seguida por mercados como França, Itália, Alemanha e Países Baixos. Estes destinos caracterizam-se por elevados padrões de exigência, favorecendo produtos diferenciados e de maior valor acrescentado, como vinho, azeite, frutas e produtos transformados.

Em paralelo, tem-se verificado um reforço da presença em mercados extracomunitários, com destaque para os Estados Unidos, Brasil e Reino Unido. Estes destinos têm ganho relevância, sobretudo em segmentos premium, contribuindo para a diversificação geográfica das exportações.

A estrutura das exportações em 2025 apresenta-se relativamente estável:

  • Agricultura, pecuária, pesca e aquicultura: 60,7% do total, com ligeira contração (-2,3%);
  • Indústria alimentar e das bebidas: 39,3%, mantendo um crescimento moderado (+1,1%.

Esta evolução evidencia uma tendência de reforço da componente transformadora, refletindo uma maior incorporação de valor acrescentado nos produtos exportados.

A fileira caracteriza-se ainda por uma oferta diversificada, assente em produtos de elevada qualidade, com reconhecimento internacional, resultado da conjugação entre tradição, inovação e capacidade de adaptação aos mercados.