A Portugal Nuts – Associação de Promoção de Frutos Secos deu início, esta manhã, ao seu V Congresso Nacional, que decorre no Vila Galé Évora, e que junta especialistas, parceiros e convidados para debater os desafios e as oportunidades do setor dos frutos secos em Portugal.

Na sessão de abertura, o presidente da associação, Tiago Costa, salientou a profunda transformação que a fileira tem vivido ao longo da última década, evidenciada pela evolução da produção, pela maior organização do setor e pela crescente afirmação dos frutos secos na agricultura nacional.
Tiago Costa, presidente da PortugalNuts – Associação de Promoção de Frutos Secos

“Hoje somos o segundo maior produtor de amêndoa da Europa e estamos integrados no TOP 5 mundial”, afirma Tiago Costa, sublinhando também a posição de Portugal entre os principais produtores mundiais de noz. Segundo o dirigente, o crescimento da área plantada, da produção e das exportações demonstra a capacidade de adaptação, investimento e modernização do setor.

“O setor dos frutos secos tornou-se estratégico para Portugal”

Na sua intervenção durante a sessão de abertura, Tiago Costa destaca o papel da associação na representação e organização da fileira. “Conseguimos afirmar-nos como uma voz unificada do setor. Somos hoje a entidade que representa, mobiliza e projeta uma fileira que se tornou absolutamente estratégica para a agricultura portuguesa”, afirma.

O presidente da Portugal Nuts salienta ainda que as exportações do setor já ultrapassam os 150 milhões de euros, sendo que a amêndoa representa cerca de 75% desse valor. Desde 2020, o valor exportado de amêndoa triplicou e a noz registou um crescimento de 50% entre 2024 e 2025.

Investigação e sustentabilidade marcam nova estratégia

Num contexto marcado por custos de produção elevados, volatilidade dos mercados internacionais, alterações climáticas e tensões geopolíticas, Tiago Costa defende a importância de uma fileira preparada e coesa. “Estamos a competir com os melhores do mundo e só conseguimos fazê-lo quando trabalhamos com rigor, eficiência e capacidade de adaptação”, sublinha ainda.

Durante a abertura do Congresso, foram também apresentadas as prioridades estratégicas da associação para o ciclo 2026-2028, assentes em quatro pilares: promoção dos mercados, estudos e serviços técnicos, investigação e desenvolvimento, e comunicação e representação institucional.

Entre as novas prioridades destacam-se a criação de uma agenda de investigação aplicada, desenvolvida em parceria com universidades, centros de investigação e empresas, bem como um programa de sustentabilidade focado em indicadores ambientais, sociais e de governança (ESG).

“Queremos ciência aplicada ao terreno e soluções orientadas para os desafios reais do campo”, destaca o presidente da associação.

Congresso reforça união da fileira

O 5.º Congresso da Portugal Nuts decorre ao longo do dia, afirmando-se como um espaço de encontro, debate e partilha entre os diferentes intervenientes da fileira dos frutos secos.

Ao terminar a sua intervenção, o responsável reforça que “este Congresso é o espaço de construção coletiva do setor”, defendendo ainda que Portugal tem condições para se afirmar “como um dos melhores produtores mundiais de frutos secos”.

A Revista Voz do Campo está presente no Congresso e trará em breve mais novidades e desenvolvimentos.

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