Num mundo onde a logística e a qualidade caminham lado a lado, a ciência chilena oferece uma solução concreta para produtores que procuram a rentabilidade e competitividade, sem a introdução de produtos químicos, apenas com tecnologia e conhecimento.

O Chile, reconhecido globalmente como um dos maiores exportadores de frutas frescas, tem sido palco de importantes avanços na conservação pós-colheita.

Em entrevista exclusiva à Revista Voz do Campo, o pesquisador Juan Pablo Zofolli, da Faculdade de Agronomia e Sistemas Naturais da Universidade Católica de Santiago (Chile), compartilhou as tecnologias que têm vindo a permitir estender significativamente a vida útil da cereja – fruta tradicionalmente perecível.

Da semana ao mês: um salto na conservação

“A cereja, em condições normais, tem um tempo de vida útil muito curto, geralmente não vai além de uma semana,” explica Zofolli. Esse desafio histórico motivou o desenvolvimento de tecnologias voltadas à extensão da vida pós-colheita, sobretudo visando a exportação para mercados distantes. “O objetivo com estas tecnologias é chegar com um produto de extensão a 35 dias de viagem,” afirma o especialista. Isso representa uma verdadeira revolução na logística e comercialização da fruta, permitindo que ela chegue fresca a destinos como China, Europa ou América do Norte e também prolongue a sua presença no mercado interno.

Frio e atmosfera controlada: os pilares da inovação

Segundo Zofolli, duas técnicas principais são responsáveis por essa transformação. A primeira é o uso rigoroso da baixa temperatura, uma prática já conhecida, mas que precisa ser aplicada com precisão. A segunda, mais recente, envolve o uso de atmosferas modificadas. “Baixamos a concentração de oxigénio e aumentamos a de CO2 através da própria respiração da fruta, modificando a permeabilidade do filme usado para o embalamento,” detalha. Esse processo reduz o metabolismo da fruta, prolongando a sua vida útil – sempre sob refrigeração constante (…).

Equipa do laboratório
de pós-colheita
na UC-Chile

→ Leia o artigo completo na Revista Voz do Campo (edição de agosto/setembro).


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