A inovação na aplicação fitossanitária esteve em destaque no passado dia 24 de julho, numa ação técnica organizada pela Hubel Verde em parceria com o Grupo Luís Vicente. O encontro reuniu técnicos, produtores e parceiros do setor para conhecer de perto a tecnologia dos nebulizadores pneumáticos de baixo volume com carga eletrostática.
A sessão começou na sede da Luís Vicente S.A., em Freixofeira/Torres Vedras, com uma apresentação técnica, seguindo-se uma demonstração prática em campo, na Quinta do Paúl. O objetivo foi mostrar como esta tecnologia permite obter uma cobertura foliar eficaz utilizando volumes de calda muito mais reduzidos, aumentando a eficiência dos tratamentos e otimizando recursos como a água e os produtos fitofarmacêuticos.
Presente no evento, o CEO da Martignani, Stefano Martignani, explicou o princípio do sistema. “A diferença em relação ao sistema de pulverização convencional é que este é de tipo pneumático, com carga eletrostática. Ou seja, a gota é produzida pela velocidade do ar, que a transporta para a planta, na folhagem. No sistema tradicional, a gota é produzida pela pressão da água e pelo orifício muito reduzido dos bicos”, referiu.
Stefano Martignani recordou que a tecnologia começou a ser desenvolvida na década de 1980, em colaboração com institutos de investigação em Itália, nomeadamente em Bolonha e na Universidade de Pádua. A partir daí, foi testada e adaptada em vários países da América Latina, Austrália, Hungria, França e outros mercados.

“As vantagens são claras: maior eficiência, menos água, menor quantidade de fitofármaco por hectare. O tamanho das gotas é mais uniforme, há menor perda por deriva e, portanto, maior quantidade de produto aplicado na folhagem”, destacou.
Questionado sobre o impacto dos drones na aplicação fitossanitária, foi perentório:
“O drone não é concorrência, é uma máquina diferente e normalmente utiliza-se muito em cultivos horizontais, como tomate de indústria ou arroz. Usa-se também principalmente em ultrabaixo volume (até 100 l/ha) e a nossa máquina trabalha mais no que se considera baixo volume (até 300 l/ha), embora possa realizar também volumes altos, clássicos”.
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