A segunda edição do Seminário “Olival Tradicional – Sustentabilidade e Competitividade” decorreu no passado dia 2 de fevereiro de 2026, um dia simbólico para as comunidades da região de Aire e Candeeiros, cuja tradição secular celebra a Senhora das Candeias, padroeira do olival e do azeite, recomendando a fritura e consumo de filhoses em azeite, para que as oliveiras tragam abundante “candeio” (floração).

Uma organização da Câmara Municipal de Alcanena e da APOAC (Associação para a Promoção do Olival e Azeite de Aire e Candeeiros), com o apoio da Comissão de Cogestão do PNSAC da ADSAICA (Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros).

No Cine-Teatro S. Pedro, em Alcanena, debateu-se desta vez sobre estratégias de diferenciação de marcas de azeites virgem extra nos mercados e sobre questões associadas ao património e cultura do olival e do azeite.

O seminário foi aberto por Eduardo Amaral (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós e Presidente da ADSAICA) e por Luís Duarte Melo (Presidente da Direção da APOAC e Coordenador do Projeto Ouro Líquido) e contou com as participações de Miguel Carrasco (CEO e Mestre Lagareiro de “As Pontis”, Cáceres, e sócio da Olearum – Cultura y Patrimonio del Aceite), Helena Ferreira (CEO do projeto de retalho temático “Oliva Bolhão”, no Porto), Edgardo Pacheco (jornalista e escritor), Gonçalo Moreira (Gestor de projetos na Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal), Marlene Carvalho (Consultora de projetos e membro da Comissão de implementação da “Aldeia de Bem Estar da Serra de Santo António” e Maria José Vale (Investigadora da Direção Geral do Território), com moderação de Carlos Brito (Presidente da Ordem dos Economistas-Norte) e Luís Duarte Melo.

Fechou os trabalhos Rui Anastácio, presidente da Câmara Municipal de Alcanena e da Comissão de Cogestão do PNSAC.

Os participantes neste seminário poderão ainda degustar petiscos azeitados preparados pela Chef Tânia Pereira, e conhecer os azeites virgem extra produzidos pelos associados da APOAC na campanha de 2025 e já certificados pela Marca Coletiva “Olivedos do Carso”. São eles:

  • Lote Galega, Lentrisca e Cobrançosa “Quinta da Capeleira”, produzido pela Casa Feteira, Pedreiras, Porto de Mós
  • Monovarietais Galega Verde e Lentrisca “Ingrediente Mourisco”, Alvados, Porto de Mós
  • Lote Galega e Cobrançosa “Casal da Velha”, da Agro Carreira, Tremês, Santarém
  • Monovarietal Galega “Azeite Carrapicho”, de Fernanda Silva, Serra de Santo António, Alcanena
  • Monovarietal Galega “The Landscape Farm”, da Ecostatus, S. Vicente do Paúl, Santarém
  • Monovarietal Galega Nova, Lote Seleção e Lote Confiança “Quinta da Terra”, de Fernando Codinha, Brogueira, Torres Novas
  • Monovarietais Galega Verde, Galega e Lote Centenário “Vivid Farms”, da Vivid Foods, Casével, Santarém

A APOAC é detentora da Marca Coletiva “Olivedos do Carso”, registada no INPI. Destina-se a identificar e proteger os azeites virgem extra produzidos pelos associados e distingui-los de outros azeites no mercado, conferindo à APOAC o direito de estabelecer as respetivas condições de utilização, nos termos previstos na lei, no regulamento interno e no caderno de especificações.

O nome escolhido para a marca remete para a origem territorial dos azeites – o CARSO – o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, coração do calcário mediterrânico português – e resgata uma expressão tradicionalmente usada para designar os olivais – OLIVEDOS.

A logomarca contém uma oliveira secular estilizada e cada uma das azeitonas representa os 7 municípios do Projeto Ouro Líquido (Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas).


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