A Joaquim Martins Duarte & Filhos, Lda., sediada em Alcongosta, no Fundão, explora cerca de 70 hectares de pomóideas e prunóideas, dos quais 25 hectares são ocupados por cerejeiras e a restante área por pessegueiros.

Quando visitámos a exploração, a meados de maio, encontrámos um pomar de pessegueiros com bom desenvolvimento vegetativo e uma perspetiva produtiva na ordem das 20 toneladas por hectare. No entanto, conta Tiago Mendes, técnico da Biostasia, a situação era muito diferente há cerca de um ano. “Há cerca de um ano atrás esta exploração, onde estamos propriamente, ia ser arrancada. Estes pessegueiros estavam completamente mortos, se é que se pode dizer assim”, recorda. Perante o estado das árvores, o arranque do pomar era uma possibilidade real. Ainda assim, foi iniciado um trabalho de recuperação que acabou por alterar o rumo da parcela. “Passado um ano, olha-se para estes pessegueiros que vão produzir cerca de 20 toneladas por hectare. Foi aí que a casa de Joaquim Martins Duarte começou a ganhar confiança na Biostasia, visto que isto ia ser arrancado e conseguiu-se recuperar”, afirma o técnico da Biostasia acrescentando que este é hoje “o menino dos seus olhos” dentro da exploração.

Tiago Mendes, técnico da Biostasia, na exploração

Cancros entre os principais desafios

De acordo com Tiago Mendes, os cancros são um dos principais problemas fitossanitários nas culturas, tanto na cereja como no pêssego. Para responder a esse problema, foi definida uma estratégia de acompanhamento e aplicação de produtos adaptados às necessidades da exploração.
Segundo o produtor, Joaquim Duarte, os resultados são visíveis ao nível do desenvolvimento das árvores e da produção. A colheita deverá arrancar cerca de um mês após a visita realizada à exploração e prolongar-se até outubro.
“Trabalho com a indústria e com o mercado em fresco”, partilha Joaquim Duarte.

Sustentabilidade e ausência de resíduos

Questionado sobre as tendências atuais da produção frutícola, Tiago Mendes considera que os agricultores procuram cada vez mais soluções eficazes e sustentáveis.
“Hoje em dia, cada vez mais os produtores querem ver resultados o mais rapidamente possível. Um agricultor está farto de gastar dinheiro e muitas vezes não vê soluções”, argumenta. Para o técnico, uma das principais vantagens das soluções utilizadas é a ausência de resíduos. “O agricultor pode ter uma pequena doença ou uma doença que apareça em plena campanha e pode aplicar os produtos porque não deixam resíduos. Aplicam hoje e amanhã podem chegar com o produto ao consumidor final”, destaca.
Também Joaquim Duarte considera que esta será uma questão cada vez mais relevante para o setor.
“Não tenho problemas com resíduos. É uma mais-valia e será o futuro da nossa fruticultura”, defende o produtor.

Para Joaquim Duarte, produtor, a estratégia da Biostasia, assente no acompanhamento técnico e na aplicação de soluções adaptadas às necessidades da exploração, tem apresentado resultados muito positivos

“Experimentem que ficam convencidos”

Embora satisfeito com a recuperação observada no pomar, o produtor lembra que os resultados futuros dependem de vários fatores. “Não há nenhum ano igual ao outro”, afirma Joaquim Duarte.
Ainda assim, considera que as árvores se encontram hoje em melhores condições para a próxima campanha. “Eu acho que as árvores estão mais saudáveis. Têm melhores condições para ter boa floração”, sustenta.
E deixa uma mensagem para outros produtores que enfrentem problemas semelhantes: “Experimentem que ficam convencidos”.

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