A horticultura nacional voltou a passar por Navais a meados de maio. A freguesia poveira acolheu a 5.ª edição do Dia do Horticultor by AgriNavais, uma iniciativa promovida pela empresa AgriNavais, que contou com o apoio de várias entidades ligadas ao setor hortícola, bem como de entidades locais e parceiros institucionais, afirmando-se como uma das principais referências do calendário hortícola português.

Sob o tema “Sementes, Origem e Concorrência Global – produção local num mercado internacional”, a iniciativa afirmou-se como um espaço privilegiado de partilha de conhecimento, debate e valorização da produção agrícola nacional. Apesar das condições meteorológicas adversas terem obri gado a uma reorganização de última hora, a organização considera que o resultado superou as expetativas.

“Conseguimos mostrar que, quando as pessoas se unem em torno de alguma coisa, tudo é possível. Tivemos de reestruturar o evento logo pela manhã, passar atividades do exterior para o interior e juntar crianças e palestras no mesmo espaço, o que não foi fácil (…). Só posso dizer que foi extraordinário”, sublinha Maria de Fátima Gonçalves, diretora executiva do evento. Também para Fernando Ramos, promotor do Dia do Horticultor, o balanço é claramente positivo. “Toda a gente nos foi dizendo que esteve muito mais gente do que nos anos anteriores. As pessoas estão a aderir cada vez mais e conseguimos criar uma dinâmica muito interessante entre crianças, adultos, palestras, expositores e empresas”, argumenta.

Fernando Ramos e Maria de Fátima Gonçalves, os embaixadores do Dia do Horticultor by AgriNavais

PARTILHA DE CONHECIMENTO COMO RESPOSTA AOS DESAFIOS DO SETOR

Num período marcado por desafios económicos, tecnológicos e de competitividade internacional, a organização acredita que a principal mais-valia do evento continua a ser a promoção da troca de experiências e conhecimento. “A forma mais concreta de contribuir para responder aos desafios da horticultura portuguesa é conseguirmos juntar uma grande parte do setor e promover a partilha de informação e de conhecimento. Essa é, para mim, a principal mais-valia do evento”, diz Maria de Fátima Gonçalves.

Já Fernando Ramos acrescenta que o contacto com novas soluções tecnológicas assume um papel cada vez mais relevante. “A matriz do evento é trazer tecnologias, novidades e inovação. Este ano tivemos empresas ligadas à videovigilância e à proteção das explorações agrícolas, algo cada vez mais importante para salvaguardar o trabalho e o investimento dos produtores”, sustenta.

CONCURSO DO TOMATE CORAÇÃO DE BOI GANHA DIMENSÃO

Um dos momentos altos do evento voltou a ser o Concurso do Tomate Coração de Boi, que este ano contou com uma forte ligação ao setor da comercialização e distribuição.

“Ter uma empresa ligada à comercialização a assumir o papel de parceira principal do concurso é uma vitória. O produtor precisa de quem valorize e leve o seu produto mais longe, explorando novos mercados e criando valor acrescentado para a produção nacional”, afirma Fernando Ramos.

O responsável destaca ainda a necessidade de criar uma verdadeira rede colaborativa entre todos os agentes da cadeia de valor. “Se todos trabalharmos em equipa, desde o produtor até ao consumidor, conseguimos chegar mais longe”, defende (…).

→ Leia este e outros artigos completos na Revista Voz do Campo, edição de julho 2026.

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