Com drones capazes de pulverizar, mapear e monitorizar culturas, a HPDRONES alia tecnologia, sustentabilidade e apoio técnico para revolucionar o trabalho no campo.

A empresa acredita que o investimento em inovação e educação é o caminho para uma agricultura mais eficiente. Conheça mais detalhes na entrevista ao CEO da HPDRONES, Hanniel Pontes.

Hanniel Pontes, CEO da HPDRONES

Como caracteriza a HPDRONES?

A HPDRONES é uma empresa fundada em Portugal e com visão voltada para o futuro. Somos especialistas em drones e soluções inteligentes, com forte presença na agricultura de precisão. O nosso foco está em levar inovação prática ao campo, com uma abordagem muito próxima do agricultor.

Qual é a relevância do mercado português para a empresa a nível global ou europeu?

Portugal é mais do que um mercado, é a base onde tudo começou. A experiência, os desafios e as soluções que desenvolvemos aqui servem de referência para a nossa atuação em outros países. É um laboratório vivo, onde testamos, evoluímos e crescemos. Portugal tem uma diversidade agrícola enorme e um ecossistema de inovação que nos permite criar soluções escaláveis para outros mercados. Já operamos também em Espanha e iniciámos movimentos para o Brasil.

Qual é a estratégia da HPDRONES para o crescimento no mercado português nos próximos anos?

A nossa estratégia é simples: ouvir mais o agricultor, adaptar soluções às realidades locais, reforçar a formação e desenvolver as melhores soluções do mercado. Vamos apostar cada vez mais na proximidade e na educação, porque sabemos que tecnologia só faz sentido se for compreendida e bem aplicada.

Que tipos de drones e soluções específicas oferece a HPDRONES para o setor agrícola?

Trabalhamos com drones de pulverização, mapeamento, monitorização de culturas e agora de transporte de carga até 40kg. Além disso, oferecemos soluções e serviços que permitem o controlo biológico, a contagem de plantas, medição e muito mais. Sempre com foco na eficiência e sustentabilidade.

Existe algum diferencial tecnológico nas vossas soluções?

Sim, vários. Para além de trabalharmos com os melhores equipamentos do mercado, como os da DJI, temos um know-how de vários anos acumulado, desenvolvemos também soluções personalizadas e serviços complementares com análise de dados, IA e integração com plataformas de gestão agrícola. O diferencial está no serviço completo e no acompanhamento técnico.

A empresa tem um conceito 360º. Que conceito é este?

É simples: desde a consultoria, venda do drone até à formação, manutenção e apoio em campo, nós acompanhamos todo o ciclo. O agricultor não compra só um equipamento, ele adquire uma solução completa e isso inclui o acompanhamento ao longo da jornada, sendo até mesmo possível a atualização da solução, neste caso, equipamentos e software.

Qual tem sido a adesão dos agricultores portugueses às soluções da HPDRONES? Há abertura para a adoção de tecnologia ou ainda existe alguma resistência no setor?

Temos notado uma mudança muito positiva. Claro que ainda existe alguma resistência natural, mas cada vez mais agricultores estão a perceber que tecnologia não é custo, é investimento. E quando veem os resultados, não voltam atrás.

A empresa identifica alguma cultura agrícola com maior potencial ou adesão à tecnologia?

Sim, temos visto grande abertura em culturas como o milho, a vinha e o olival, além do arroz que já desde alguns anos tem utilizado em situações normais e de emergência dos cultivos. Mas há potencial em praticamente todas, desde que a tecnologia seja bem aplicada e o agricultor esteja acompanhado no processo.

Que novos desenvolvimentos ou serviços estão a ser preparados? Haverá novidades em breve?

O nosso intuito é estar sempre a inovar. Temos novos serviços a caminho ligados à contagem de plantas ao ar livre, mapeamentos automatizados e integração de plataformas digitais. Além disso, estamos a lançar novas formações mais acessíveis e práticas na área da agricultura com parcerias como o IPVC (Instituto Politécnico de Viana do Castelo) que já estão a dar bons frutos.

A HPDRONES participa em projetos de inovação relacionados com agricultura de precisão? Que papel têm estas parcerias?

Sim, temos parcerias ativas com universidades, startups e empresas tecnológicas e o último foi o PG-.PSA com o INOV, Hortapronta e AlenSado. Estes projetos e/ou parcerias ajudam-nos a estar na linha da frente, a testar novas soluções e a garantir que o que levamos ao campo tem base científica validada e aplicabilidade real.

Como vêm a evolução da digitalização da agricultura nos próximos anos?

A digitalização não é mais tendência, é realidade. Acreditamos que nos próximos anos a tecnologia será ainda mais acessível e cada vez mais integrável. A agricultura vai ser cada vez mais guiada por dados em realtime, mas sem perder o toque humano e é aí que queremos continuar a atuar: conectando o digital ao campo com propósito alinhado em gerar “bons frutos”.

→ Leia este e outros artigos completos na Revista Voz do Campo  edição de junho 2025, disponível no formato impresso e digital.


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