Os Estados-membros da União Europeia deram luz verde para que a Comissão Europeia possa assinar o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, previsto para o próximo dia 17 de janeiro. O ministro da Agricultura Português, José Manuel Fernandes, sublinhou que o entendimento “abre um mercado de 270 milhões de consumidores, dos quais 212 milhões só no Brasil”, reforçando o potencial económico e político da parceria.

Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes

O governante lembrou que Portugal já importa produtos como soja brasileira e que a descida de preços poderá “reforçar a segurança alimentar”. O ministro destacou ainda o valor estratégico da relação com o Brasil, país com “o dobro da área da União Europeia e metade da população”, defendendo que o acordo projeta Portugal “numa posição global mais forte”.

O maior acordo comercial do mundo

Do ponto de vista geopolítico, o governante realçou que o bloco UE-Mercosul irá assim tornar-se no “maior acordo comercial do mundo, com 720 milhões de pessoas”. Segundo José Manuel Fernandes, o acordo introduz mecanismos de “monitorização e avaliação automática” para produtos sensíveis, garantindo “mais proteção à agricultura europeia do que sem o acordo”. O ministro adiantou que será aplicado o princípio da reciprocidade: produtos provenientes de fora da UE terão de cumprir “as mesmas regras de produção” que os europeus, assegurando concorrência leal.

O acordo vai, sobretudo, tornar mais atrativas as exportações, também as importações, no fundo, o comércio de produtos entre os dois blocos, a União Europeia e os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai.

O acordo elimina, ou pelo menos atenua, em grande parte, as taxas sobre importações e exportações. Da União Europeia para o Mercosul, falamos de automóveis ou produtos farmacêuticos e do Mercosul para a Europa, de produtos agrícolas ou minerais. Este acordo reforça, também, a proteção ambiental no comércio dos produtos.

O acordo do Mercosul quer garantir que o comércio segue normas mais sustentáveis e, também, mais responsáveis socialmente, ou seja, quer garantir-se que se fazem negócios de forma responsável, preocupando-se tanto com o ambiente como com as pessoas.

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