O setor do azeite está a mudar e essa mudança já não acontece apenas no campo, na produção ou na tecnologia. Está também a acontecer na forma como o mercado avalia produtores, cooperativas e marcas.
Hoje, produzir bem já não chega. Os mercados querem consistência, rastreabilidade e provas concretas de sustentabilidade.

É neste contexto que surge o PSA – Programa de Sustentabilidade do Azeite, um referencial nacional que pretende estruturar, validar e comunicar o desempenho sustentável do setor do azeite.
Um setor cada vez mais pressionado
Nos últimos anos, o setor agroalimentar tem enfrentado novas exigências relacionadas com:
→ gestão eficiente da água;
→ impacto ambiental;
→ responsabilidade social;
→ transparência na cadeia de valor adaptação às alterações climáticas.
No setor do azeite, esta pressão tornou-se particularmente relevante.
A sustentabilidade deixou de ser apenas uma preocupação institucional ou um elemento de comunicação. Passou a ser um critério real de decisão para mercados, distribuidores e consumidores.
O que é o PSA?
O Programa de Sustentabilidade do Azeite (PSA) é um referencial que procura reconhecer, reforçar e valorizar o desempenho sustentável das organizações do setor do azeite.
Ao contrário do PSAA, que está associado ao Azeite do Alentejo, o PSA tem uma abrangência nacional e permite avaliar práticas sustentáveis ao longo da cadeia de valor do azeite.
O referencial considera o percurso desde a produção da azeitona até ao consumidor final, criando critérios que permitem demonstrar práticas responsáveis e alinhadas com as exigências atuais do mercado.
Ovibeja reforçou a importância do tema
Durante a presença da NATURALFA na Ovibeja, em parceria com a Revista Voz do Campo, este foi um dos temas debatidos em entrevistas e conversas com produtores, técnicos e entidades do setor.
A perceção foi clara: existe uma preocupação crescente com o futuro do olival e com a necessidade de preparar o setor para responder às mudanças do mercado.
Ao mesmo tempo, percebe-se também que muitas organizações ainda estão numa fase inicial deste processo.
O papel da NATURALFA
A NATURALFA encontra-se reconhecida para o referencial PSA e certifica organizações que pretendem preparar-se para esta nova realidade.
Mais do que um processo técnico, a certificação exige interpretação, adaptação e capacidade de implementação no terreno.
É por isso que o acompanhamento próximo e o conhecimento do setor fazem diferença.
Ao longo dos últimos anos, a NATURALFA tem vindo a trabalhar lado a lado com produtores e organizações agroalimentares, ajudando a transformar exigências técnicas em processos mais estruturados, claros e preparados para o futuro.
O setor está preparado?
Essa é provavelmente a pergunta mais importante.
A sustentabilidade no olival já não é apenas uma tendência. Está rapidamente a tornar-se uma condição de mercado e as organizações que começarem a preparar-se agora terão mais capacidade para responder às exigências futuras com segurança, credibilidade e consistência.
→ Saiba mais em: www.naturalfa.pt





