Repensar e dinamizar o sistema Solo – Planta

A LUSOSEM alinhada com o contexto actual que exige uma agricultura mais produtiva e simultaneamente mais sustentável e menos impactante no meio ambiente e na qualidade do solo, está comprometida com uma estratégia de implementação de Boas Práticas Agrícolas para a Biodiversidade do Solo, isto é, práticas que promovam a melhoria da estrutura e da fertilidade do solo e que optimizem o desempenho agronómico, económico e ambiental da cultura.

MICROBIOMA DO SOLO-MICROORGANISMOS E AS SUAS FUNÇÕES

Os microorganismos desempenham um papel fundamental no ecossistema “solo” e constituem parte significativa da sua biodiversidade, que está principalmente concentrada junto às raízes das plantas. Embora invisíveis aos nossos olhos, as funções dos microorganismos do solo são essenciais a sua constituição, estrutura, equilíbrio e fertilidade, ao mesmo tempo que contribuem para a circulacão de elementos essenciais à vida, como a água, o carbono, o azoto, o fósforo e o potássio.
Entre as muitas funções dos microorganismos do solo (bactérias, vírus, protozoários, algas unicelulares, e fungos) destacam-se:

Decomposição da matéria orgânica e ciclagem de nutrientes – transformam a matéria vegetal e animal depositada na superfície do solo, em minerais. Esta decomposição da matéria orgânica em mineral permite fixar e libertar nutrientes, parte dos quais passam a estar disponíveis para alimentar outros organismos vivos, nomeadamente as plantas.

Formação do próprio solo e sua estabilidade – a decomposição da matéria vegetal e animal tem um papel central na formação do húmus que contribui para a formação e fertilidade do solo. Os microorganismos também revestem as paredes dos poros e contribuem para a agregação das partículas e estabilização destes agregados. A estabilidade do solo é central para reduzir riscos de erosão, assim como para promover a infiltração da água no solo.

Degradação de compostos estranhos substâncias produzidas pelos microorganismos do solo podem actuar naturalmente na degradação de compostos estranhos aos seus organismos, como é o caso de poluentes dos solos. Esta desintoxicação do solo tem outros impactos positivos, como por exemplo na qualidade da água.

Bioproteção de culturas – a interação entre vários destes organismos e as raízes das plantas e árvores contribui para melhorar a nutrição das plantas e promover a bioprotecção natural de culturas agrícolas, agroflorestais e florestais, reforçando, a resistência a pragas e a outros agentes patogénicos causadores de doencas.

Os organismos do solo estabelecem entre eles – e com as plantas – interações que são tão mais diversas quanto maior a biodiversidade desse solo. A perda de microorganismos do solo, causada por pressões como a seca, o aumento da temperatura ou a produção de culturas de forma intensiva, implica a redução do número e diversidade dos microorganismos do solo, com a consequente perda das funções que desempenham, o que se traduz num aumento do risco do solo se tornar menos saudável, mais frágil e menos resiliente (…).

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