A inauguração oficial da Feira Nacional da Agricultura 2025 teve como convidado de honra o Comissário Europeu da Agricultura, Christophe Hansen.
O responsável visitou o espaço acompanhado pelo Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, e pelo presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura.
Durante a sessão, Álvaro Mendonça e Moura destacou alguns dos desafios orçamentais que a União Europeia enfrentará nos próximos anos.
“Nós teremos, nos próximos anos, um combate terrível pelo orçamento da União Europeia. Eu compreendo perfeitamente os problemas de segurança e de defesa. Mas não é possível continuar a acrescentar tarefas — por muito importantes que sejam, e são, como as da defesa e da segurança, sem termos mais recursos próprios ao dispor da União Europeia”, referiu o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura.
“E, portanto, é preciso que o Governo se bata no aumento dos recursos próprios da União Europeia”, concluiu o presidente da CAP.
“Uma coisa muito clara, é que se nós não tivermos este pacote aprovado em outubro, em 2026 não vamos ter este pacote de simplificação disponível para os agricultores. E, portanto, é urgente que em outubro esteja aprovado. Da parte do Conselho, nós tudo faremos, e espero que outros também não entrem em jogos, onde queiram fazer pacotes para atrasar, porque esta simplificação é favorável para a agricultura, é favorável para os agricultores”, declarou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.
“A produtividade tem de voltar ao centro da política agrícola”, defendeu Christophe Hansen, acrescentando que a Comissão Europeia apresentou recentemente um pacote legislativo para simplificar a PAC, cuja ratificação pelo Parlamento e pelo Conselho Europeus é esperada em breve. “Queremos aplicar estas medidas já no próximo ano”, adiantou, referindo que o setor agrícola enfrenta uma lacuna de financiamento de cerca de 62 mil milhões de euros.
O comissário sublinhou também a importância de criar condições atrativas para os jovens ingressarem na agricultura, através de educação, estabilidade política e acesso a financiamento. “A segurança e a soberania alimentares não estão garantidas. Temos de investir na próxima geração”, concluiu.
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