“Damos os parabéns ao CEPAAL por esta magnífica organização e sobretudo por congregar, ano após ano, um conjunto enorme de players do setor, desde olivicultores até lagares de azeite, consumidores, organismos oficiais, à volta do tema olival e azeite”, afirma Francisco Pavão, vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), ao ser questionado pela nossa reportagem durante o Congresso Nacional do Azeite.

Francisco Pavão, vice-presidente da CAP, recorda a profunda transformação vivida pelo setor nas últimas décadas

Para o responsável, este é um momento de união e reflexão, com especial relevância para o futuro do setor. As expetativas em relação ao evento são elevadas, especialmente pelo peso dos temas em debate.

“Os oradores e os painéis são extremamente importantes para aquilo que é o futuro do setor. E é isso que estamos aqui hoje e amanhã a trabalhar. É trabalhar em prol do futuro do setor e desta fileira magnífica, que é a fileira do olival e do azeite”, realça.

Francisco Pavão lembra a profunda transformação vivida pelo setor nas últimas décadas: “Este é um setor que se alterou completamente nos últimos 30 anos. Nós passámos de um setor que não éramos autossuficientes para um setor com veia exportadora. Exportamos mais de 1000 milhões de euros de azeite”.

O vice-presidente da CAP sublinha também que o sucesso alcançado resulta do esforço coletivo dos diferentes intervenientes. “É um setor que, contra tudo aquilo que era pensado nos últimos 20 anos, investiu fortemente no campo, nos lagares e também na promoção do azeite. E hoje em dia é um setor exportador e bastante rentável para a economia nacional. Isto é fruto do trabalho dos olivicultores e também de todos os organismos que colaboram nesta fileira”.

Apesar dos avanços, Francisco Pavão reconhece que persistem desafios. “Temos algumas dificuldades, sobretudo na manutenção do olival tradicional, mas também na comunicação do azeite com os consumidores e, obviamente, na potenciação do consumo de azeite no mercado nacional”, considera. Para além disso, aponta também a necessidade de conquistar novos destinos comerciais: “Precisamos de consumir mais azeite português no nosso mercado e precisamos também de encontrar novos mercados para podermos colocar o nosso azeite, já que somos um país muito mais do que autossuficiente”.

A dimensão estratégica do Congresso, segundo Francisco Pavão, vai além da troca de experiências.

“As conclusões deste Congresso irão servir para os documentos estratégicos que a CAP também apresenta ao Governo”. E reforça: “Iremos aqui debater um conjunto de questões que iremos tomar nota e, obviamente, farão parte do nosso dossiê de trabalho desta fileira”.

→ Leia a reportagem completa do Congresso Nacional do Azeite 2025, na Revista Voz do Campo  edição de julho 2025, disponível no formato impresso e digital.

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