Agricultores do Baixo Mondego
“Depois de um ano agrícola desastroso no Baixo Mondego, deparamo-nos agora com uma nova taxa ambiental.
O que o Sr. Ministro da Agricultura nos tem a dizer sobre a nova taxa de carbono imposta pela União Europeia, essa nova taxa ambiental que pode aumentar os preços dos fertilizantes entre 40 e 144 euros por tonelada colocando em causa a viabilidade da agricultura arável.

Tanto se fala em não deixar morrer o interior do país, em trazer jovens para a agricultura.
Qual será o futuro da agricultura nesta nossa pequena zona de minifúndio?
Qual será o futuro dos jovens já instalados nesta nossa pequena zona de minifúndio?
Qual será o futuro do Milho do Baixo Mondego?
Qual será o futuro do Arroz Carolino do Baixo Mondego?
Ouvimos muitas palavras de amor ao setor agrícola e aos jovens agricultores, mas não vemos ações.
Necessitamos de ajuda e não apenas de ajudas monetárias, porque os agricultores não precisam de esmolas, falamos de:
– Algumas alterações às leis de arrendamento rural, hoje obsoletas.
– Concorrência desleal com a importação. Ex. Regras diferentes, leque de opções muito maior na altura de fertilizar e tratar, entre outras variadíssimas diferenças.
– Excesso de burocracia e muitos apoios são absorvidos pela burocracia e não há forma de lhes escapar. Ex. Um produtor e técnico na lista oficial de técnicos de produção integrada, não pode ser o técnico de produção integrada na sua própria exploração, pois perde a majoração do apoio.
– Demasiada lentidão na resposta a candidaturas ao Investimento.
– Falta promoção e divulgação à sociedade da nossa atividade de forma permanente e assertiva.
Trabalhar numa zona de minifúndio traz imensos problemas às pequenas e médias explorações que devem ser vistos e resolvidos o mais breve possível.
Necessitamos de ajuda aos problemas reais.
Na realidade, quem se preocupa com os nossos problemas no campo? Será que alguém sequer os conhece?”
Artigo de opinião — Agricultura no Baixo Mondego.

